A Inteligência Artificial, bancos e fintechs poderão inovar com segurança, aprimorando sua gestão de riscos
Por Celina Koshimizu

A Inteligência Artificial (IA) segue transformando o setor financeiro global, desta vez, impulsionada pela recente popularização de soluções baseadas em IA Generativa. Nesse contexto, urge uma demanda para que governos e órgãos reguladores estabeleçam diretrizes para seu uso.
No Brasil, onde o sucesso massivo do Pix evidencia a digitalização do sistema financeiro, observamos que o uso de modelos preditivos e de aprendizado de máquina em decisões críticas como a concessão de crédito, a gestão de riscos e a detecção de fraudes já é uma realidade.
Por outro lado, ao evoluir para o uso de modelos baseados em IA Generativa, as instituições financeiras se deparam novamente com o desafio de equilibrar a inovação com os imperativos de conformidade, transparência, segurança e privacidade de dados.
O relatório global State of Responsible AI in Financial Services, realizado pela FICO em parceria com a Corinium, mostra que apenas 8% das instituições financeiras afirmam ter estratégias de IA completamente maduras, indicando que há espaço significativo para evolução, inclusive no Brasil. Esse dado reforça a importância de investir em práticas que garantam governança e confiabilidade das decisões automatizadas.
Panorama e implicações para o Brasil
O Brasil vive um momento único para elevar a concessão de crédito e o combate a fraudes financeiras a um novo patamar. Se atualmente muitas instituições financeiras já se utilizam de processos automatizados com decisões baseadas em dados para acelerar uma concessão de crédito, a ampliação da capacidade de processar dados e parâmetros e gerar saídas altamente coerentes e inteligíveis promete mais eficiência e precisão a esses processos.
No combate a fraudes, essa capacidade aumentada propiciará melhor contextualização de cada transação efetuada por uma pessoa física ou jurídica, resultando em maior proteção dos usuários contra fraudes e golpes, e menor atrito em situações regulares e autênticas.
No conjunto, toda essa precisão, agilidade e capacidade de contextualização levarão a uma melhor gestão de riscos, permitindo que as instituições financeiras possam desenvolver ofertas cada vez mais adequadas ao perfil de seus clientes, sejam eles de baixa ou alta renda; com pouco histórico financeiro ou de intenso relacionamento com seu banco.
O impacto do momento regulatório
Com o avanço das práticas de governança em IA, as instituições financeiras brasileiras têm a oportunidade de se antecipar e adotar estruturas que reforcem não apenas a conformidade regulatória, mas também a confiança dos clientes.
Sobre os desafios e oportunidades do momento atual, quem inovar com responsabilidade estará preparado para o futuro. A próxima fase da transformação digital no setor financeiro será definida não apenas pela capacidade de inovar, mas pela forma como a IA é usada para gerar confiança e impacto positivo para pessoas e negócios.
O fortalecimento da regulação de IA no Brasil marca um passo importante para a continuidade da evolução do ecossistema financeiro. Ao adotar práticas de IA responsável, bancos e fintechs poderão inovar com segurança, aprimorando sua gestão de riscos, evoluindo nas ofertas personalizadas, protegendo os consumidores e, além de tudo, fortalecendo sua reputação em um mercado cada vez mais competitivo.
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