Relatório ISG Provider Lens mostra como automação, colaboração com o ecossistema e casos de alto impacto em saúde consolidam o país
A estratégia da Oracle no Brasil ganhou maturidade e clareza ao longo do último ano, marcada por três movimentos convergentes que redefiniram tanto o uso da inteligência artificial generativa quanto o papel do país dentro do ecossistema global da companhia. É o que revela a nova edição do estudo ISG Provider Lens Oracle Cloud and Technology Ecosystem 2025 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG.

O primeiro movimento foi a consolidação prática da IA generativa no ambiente corporativo. Segundo o relatório, a tecnologia deixou de ser promessa e passou a operar de forma efetiva nos processos de negócio. “A IA prediz falhas, recomenda otimizações e executa remediações de forma autônoma. Essa capacidade de atuação autônoma deixou de ser apenas um diferencial tecnológico e passou a influenciar diretamente a estratégia de escolha de parceiros“, explica Cristiane Tarricone, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo.
O segundo grande marco foi a inauguração do Oracle Innovation Center em São Paulo, em março de 2025. Segundo a especialista, o primeiro centro de inovação da Oracle na América Latina apresenta como diferencial a integração completa do OCI e seu modelo de colaboração.
O ambiente reúne empresas, parceiros, startups e universidades brasileiras, que atuam de forma conjunta no desenvolvimento, nos testes e na validação de soluções, utilizando dados reais para inovação em um ambiente seguro.
“Essa iniciativa sinaliza um posicionamento estratégico claro e a aposta da Oracle no Brasil, não apenas como um mercado consumidor, mas também como um centro produtor de inovação para toda a América Latina“, resume a especialista. Para os clientes, o centro funciona como um laboratório prático. “É um espaço de colaboração onde eles podem usar seus próprios dados reais estruturados, em ambiente seguro e fazendo testes, evoluções e desenvolvendo efetivamente soluções para suas empresas”.
O protagonismo brasileiro também se traduz em casos concretos, como o da Biofy, que desenvolveu uma solução para diagnóstico de infecções bacterianas baseada em sequenciamento genético e busca vetorial em grandes bases de DNA com Oracle IA Database 23ai. O tempo de diagnóstico caiu de cinco dias para quatro horas. “As taxas de mortalidade por infecções resistentes nos hospitais participantes foram reduzidas de 70% para 50%, o que representa cerca de duas mil vidas salvas por ano apenas no Brasil. Além do benefício humanitário imediato, o sistema acelera a descoberta de novos antibióticos, reduzindo o ciclo de desenvolvimento de uma década para cerca de dois anos“, comenta a autora.
Paralelamente, a Oracle avançou fortemente na verticalização de suas soluções, com destaque para o setor de saúde. O movimento foi reforçado por anúncios globais e pelo lançamento de mais de 600 agentes de IA embarcados no Oracle Fusion Applications, sem custo adicional.
Para a especialista, esse modelo abre novas oportunidades de receita, permitindo que os líderes de negócio das mais variadas indústrias tenham soluções que realmente garantam desbloquear uma série de oportunidades.
Diante desse cenário, a recomendação para as empresas é de realizar pilotos estruturados e com critérios claros. “Isso inclui escopo e orçamento limitados, métricas bem definidas e ciclos curtos de avaliação. Para provar o valor rapidamente, tipo 60, 90 dias, e escalar dentro da empresa”.
A especialista reforça que o momento exige coordenação e disciplina. “Este momento realmente demanda uma ação coordenada, organizada, planejada e uma experimentação disciplinada“, finaliza. Com os fundamentos já disponíveis, o desafio agora é executar com segurança, resiliência e atenção máxima à governança e à segurança, elementos que se tornaram indispensáveis na era da inteligência artificial generativa em escala.
O relatório ISG Provider Lens Oracle Cloud and Technology Ecosystem 2025 para o Brasil avalia as capacidades de 32 fornecedores em três quadrantes: Professional Services, Managed Services e OCI Solutions and Capabilities.
O relatório nomeia Accenture, Deloitte, EBS-IT, Ninecon, V8.Tech e Wipro como líderes em todos os três quadrantes. KPMG, Lanlink, Peloton e SkyOne são citadas como líderes em dois quadrantes cada. G&P, Kyndryl e PwC são nomeadas como líderes em um quadrante cada.
Além disso, EdgeUOL, Peloton e Service IT foram nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro“, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.
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