Sensedia lança iniciativa voltada à governança e operação de agentes de IA diante dos desafios de escala e segurança nas empresas
Depois de um ciclo marcado pela experimentação com inteligência artificial generativa, empresas começam a enfrentar um novo desafio: levar agentes inteligentes para ambientes de produção e integrá-los aos processos de negócio com segurança, governança e escala.
Com esse cenário, a Sensedia anunciou o lançamento do AI Foundation, uma oferta que reúne consultoria especializada em IA, baseada no modelo Forward Deployed Engineer (FDE), metodologia própria e engenheiros alocados junto às equipes dos clientes para apoiar a implementação e a operação de agentes de inteligência artificial em ambientes corporativos.
Uma pesquisa realizada pela Sensedia em parceria com a MIT Sloan Management Review Brasil e a Squadra aponta que 66,2% das organizações já consideram a IA uma prioridade estratégica. No entanto, apenas 7,4% conseguiram integrar a tecnologia de forma ampla às operações.
O levantamento identifica esse cenário como “Pilot Purgatory” (purgatório dos pilotos), expressão usada para definir iniciativas que permanecem na fase de testes sem alcançar escala ou gerar impacto efetivo para os negócios.
Segundo o estudo, a ausência de estruturas adequadas de governança pode elevar custos, dificultar a comprovação do retorno sobre investimentos em IA e ampliar riscos relacionados à segurança. A pesquisa indica ainda que 31% dos profissionais técnicos atuam sem mecanismos estruturados de gestão de riscos e controle de acesso dos agentes de IA aos dados corporativos.
Implementação de agentes de IA em ambientes corporativos
O AI Foundation foi desenvolvido para apoiar a implementação de agentes inteligentes em escala e utiliza o modelo Forward Deployed Engineer (FDE), no qual especialistas da Sensedia trabalham em conjunto com as equipes dos clientes durante as etapas de implantação e expansão das soluções.
O modelo FDE, ainda pouco difundido no mercado brasileiro, foi inspirado em uma abordagem utilizada por empresas globais de tecnologia e reúne profissionais com experiência em inteligência artificial, APIs, grandes modelos de linguagem (LLMs) e protocolos como o Model Context Protocol (MCP). A proposta é apoiar o desenvolvimento, a entrada em operação e a adoção das soluções nos ambientes corporativos.
Os projetos começam com um diagnóstico de maturidade tecnológica, que avalia arquitetura, integrações, modelos utilizados, casos de uso e oportunidades de evolução. A partir dessa análise, são estruturados componentes necessários para a operação dos agentes de IA, incluindo gerenciamento de credenciais, monitoramento de custos, políticas de segurança e integração entre agentes inteligentes, APIs e sistemas legados.
Como parte dessa arquitetura, o Sensedia AI Gateway atua como uma camada central de governança, permitindo a administração, em um único plano de controle, de aplicações baseadas em APIs e agentes inteligentes.
Para ampliar a atuação nessa área, a companhia também informou que está aumentando a capacitação de sua equipe de consultoria e espera que 80% dos profissionais da área estejam preparados para atuar em projetos de IA até o final do terceiro trimestre deste ano.
Da experimentação à operação
O AI Foundation contempla etapas que vão do discovery ao go-live, incluindo arquitetura, governança, controle de acessos, observabilidade e gestão de custos. A iniciativa busca apoiar empresas na transição de projetos experimentais para ambientes produtivos, com estruturas voltadas à operação contínua de agentes de IA.
Segundo a Sensedia, a abordagem pode acelerar entre 60% e 80% o tempo necessário para colocar novos agentes em produção e reduzir entre 70% e 90% o esforço de integração de novas aplicações ao ambiente corporativo.
A companhia afirma ainda que essa estrutura permite que agentes inteligentes sejam disponibilizados como produtos digitais para parceiros e ecossistemas de clientes por meio da infraestrutura de APIs existente, criando novas possibilidades de uso e monetização para as empresas.
Governança passa a ser um dos desafios da adoção de IA

“O que vemos hoje é uma corrida pela adoção de IA, com múltiplos projetos e agentes acontecendo em paralelo. O ponto de atenção é que, sem uma fundação de governança, segurança e gestão de custos, essas iniciativas dificilmente saem do piloto e chegam à produção com sustentabilidade. O FDE é quem constrói essa ponte na prática: um especialista embarcado no cliente que transforma experimentação em capacidade real de negócio”, afirma Valesca Felix Caetano, Head de Consultoria na Sensedia.
Ainda segundo a executiva, o mercado entra em uma nova fase de maturidade, na qual infraestrutura e governança passam a ter papel central no sucesso dos projetos.
“A corrida para experimentar IA ficou para trás. O desafio agora é construir uma infraestrutura capaz de operar agentes inteligentes com integração, segurança, governança e eficiência. Assim como APIs, nuvem e dados exigiram novas camadas de gestão, a IA também passa a demandar uma plataforma capaz de conectar modelos, aplicações e processos de negócio de forma escalável. A governança deixará de ser um diferencial para se tornar um requisito essencial da transformação digital“, conclui.
Sobre a Sensedia
A Sensedia é uma multinacional brasileira provedora de plataforma de gerenciamento de APIs, soluções de integrações e microsserviços, além de serviços profissionais. A companhia impulsiona a transformação digital de grandes empresas habilitando arquiteturas mais ágeis, modernas e escaláveis, possibilitando assim que seus clientes ofereçam produtos e experiências digitais a todo o seu ecossistema
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