Em 2026, o split deixará de ser um diferencial e se tornará padrão para qualquer operação que busque segurança jurídica
Por João Roberto Pagliuso Jr

2025 foi o ano em que o mercado de pagamentos passou por uma transformação profunda. A tecnologia deixou de ser percebida como um componente operacional e passou a ocupar um espaço estratégico na eficiência das empresas.
O avanço do PIX, já consolidado como o meio de pagamento preferido pelos brasileiros, ganhou ainda mais tração em 2025. Prova disso é que, segundo o Banco Central, o sistema bateu recorde histórico de transações na sexta-feira de Black Friday deste ano, reforçando a adoção massiva e o uso cotidiano da ferramenta.
Impulsionado por novas funcionalidades, como o PIX agendado e o PIX automático, esse cenário acelerou um movimento inevitável: negócios de todos os tamanhos passaram a buscar eficiência em tempo real, segurança integrada às suas próprias jornadas e a capacidade de incorporar serviços financeiros de forma nativa em seus produtos.
Essa mudança de comportamento gerou um efeito colateral relevante: a integração deixou de ser apenas técnica e se tornou consultiva. Muitas empresas descobriram, na prática, que documentações padronizadas são essenciais, especialmente para integrações mais simples, mas nem sempre conduzem a processos eficientes quando a operação exige maior complexidade.
Nesses cenários, emergiram modelos de implementação mais humanos, próximos e inteligentes para 2026, em que a troca contínua com arquitetos e especialistas substitui o velho modelo de “tamanho único”.
O resultado tem sido tangível. Projetos que antes se arrastavam por meses passaram a ser concluídos em poucas semanas quando acompanhados de materiais estruturados, definição clara de fluxos, antecipação de erros e suporte em tempo real. O acompanhamento contínuo, até por grupos de WhatsApp, eliminou ruídos clássicos como a necessidade de múltiplas calls ou tickets sucessivos.
Esse novo formato trouxe ganhos imediatos: redução de retrabalho, maior previsibilidade, menos pontos cegos na jornada de integração e, principalmente, um impacto direto no go live das empresas, que conseguem antecipar receitas porque já entram em produção com uma solução validada, sem surpresas. A consequência natural é que o profissional que conduz esse processo deixou de ser apenas técnico: tornou-se diferencial competitivo.
Paralelamente a esse movimento mais consultivo na implementação, a tecnologia também avançou e é nesse contexto que o split de pagamento ganha novo protagonismo. Não se trata da mesma lógica anterior: enquanto a integração humana garante fluidez desde o início, o split é uma evolução tecnológica que vem se consolidando como peça-chave na modernização financeira das empresas.
O recurso deixou de ser apenas uma automação operacional para se tornar um mecanismo robusto de governança, compliance e controle, especialmente em modelos com múltiplos recebedores, como marketplaces, franquias, plataformas de afiliados, economia compartilhada, serviços sob demanda e operações recorrentes. Sua força está justamente na tecnologia que permite desenhar fluxos complexos com precisão, segurança e aderência ao negócio.
Na prática, o split de pagamento garante que, no momento da liquidação, cada participante da operação receba automaticamente sua parte, com regras claras e parametrizadas desde a origem. Esse processo reduz ambiguidades operacionais, fortalece a rastreabilidade e minimiza riscos relacionados à cobrança inadequada de tributos, um ponto que ganhará ainda mais relevância com a chegada da Reforma Tributária.
Em muitos modelos de negócio, será justamente o split que permitirá a segregação correta de valores e impostos no instante da transação, assegurando distribuição precisa e aderente às exigências regulatórias.
Tenho observado, na prática, que muitas empresas passaram a buscar modelos de divisão automática de pagamentosmais flexíveis, capazes de se adaptar às particularidades de cada fluxo financeiro. No caso dos clientes da iugu, essa necessidade se traduziu em combinações distintas de repasse para PIX, boleto ou cartão, permitindo parametrizações por conta ou por fatura, com valores fixos, percentuais ou uma combinação de ambos.
Esse nível de detalhamento tem se mostrado decisivo para negócios que precisam ajustar regras conforme o serviço, o canal de venda ou a estrutura de parceiros. Entre os clientes da iugu, uma funcionalidade que tem ganhado protagonismo é o Multisplit.
Na prática, trata-se da capacidade de configurar regras de distribuição de valores e definir, com precisão, o fluxo de liquidação entre dois ou mais recebedores ou parceiros. Esse nível de controle tem sido decisivo para negócios que precisam orquestrar receitas compartilhadas com transparência, previsibilidade e aderência às suas operações.
Essa flexibilidade tem sustentado casos de uso complexos: desde redes de franquias que automatizam repasses e royalties sem processos manuais até marketplaces que conciliam múltiplos lojistas num único pedido, passando por plataformas de serviços colaborativos que precisam de repasses instantâneos e transparentes.
Tudo indica que, em 2026, o split deixará de ser um diferencial e se tornará padrão para qualquer operação que busque segurança jurídica, redução de burocracia, previsibilidade fiscal e, especialmente, maior automação financeira.
Ao lado dele, veremos o PIX dar mais um salto em 2026 com funcionalidades como o Pix Parcelado e o Pix Garantia, enquanto IA, biometria e interoperabilidade global começam a redesenhar a arquitetura dos meios de pagamento.
O setor caminha em 2026 para uma fase em que a tecnologia se torna invisível, mas crucial. O grande sonho do mercado é que o ato de pagar desapareça como fricção, tornando-se tão fluido quanto abrir um aplicativo.
Isso exige não apenas novos métodos de pagamento, mas novas formas de se integrar, operar e escalar. E é justamente nessa fronteira, na união entre tecnologia, processo e estratégia, que está sendo construída a próxima década dos pagamentos no Brasil.
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