“Nível de sofisticação financeira cresce muito em todo o mundo”, diz Gavin Littlejohn, que implementou o Open Banking no Reino Unido
Para o especialista, Brasil está indo bem na implementação de um open banking, mas a experiência mostra que processo não pode ser acelerado e cliente tem que estar no centro
São Paulo, 15 de outubro de 2020 – A velocidade com que sistema financeiro tem se sofisticado recentemente trouxe uma série de opções aos consumidores e oportunidades de investimentos. É o que afirma Gavin Littlejohn, que implementou o Open Banking no Reino Unido e é um dos pioneiros em fintechs.
“O nível de sofisticação financeira no mundo vem aumentando mês a mês, ano a ano. Isto sem mencionar o que você pode carregar no celular, o imenso fluxo de dados que temos disponíveis“, diz.
Ele participou nesta quinta-feira (15/10) do lançamento do evento The Future of Money , o maior evento sobre o futuro do dinheiro na América Latina promovido pela Exame.
Open Banking em tradução literal significa “banco aberto” ou “sistema bancário aberto”.
Na prática consiste em uma base de tecnologia disponível para que um ecossistema de produtos e serviços financeiro seja criado ao redor das instituições.
“Na medida que os investimentos se tornam mais sofisticados, com uso de algoritmos complexos, sua capacidade como analista financeiro se torna também complexa. Isto dificulta que você encontre o melhor produto, a melhor alternativa”, disse o especialista ao se referir às novas fintechs e startups financeiras surgidas nos últimos anos.
Ele também comentou sobre a Lei de Proteção Geral de Dados (LGPD) no Brasil.
Segundo Littlejohn, será um avanço para a proteção de dados do usuário que utilizar o Open Banking. “O uso de dados do cliente é uma discussão importante“, afirmou.
Veja algumas opiniões de Gavin Littlejohn
Open Banking no Brasil
“Estou trabalhando lado a lado com o Banco Central do Brasil há alguns anos. Há um aprendizado bastante acentuado. Acho que a coisa está progredindo muito bem. E o entendimento de sequenciamento de dados bastante abrangente, uma abordagem correta. A única coisa que me preocupa um pouco é o ritmo. Acho que está indo rápido demais. Digo isso com base no que tivemos no Reino Unido. A velocidade que fizemos nos seis meses primeiros fez com que tivéssemos que rever. Importante certificar-se de que o cliente esteja no centro e não as fintechs. Mas no geral o Brasil está indo bem”.
PIX
“A agregação de contas dá visibilidade aos dados, torna a jornada (do usuário) mais elegante e mais fácil, remove muita dor de cabeça do cliente. Quanto melhor o Open Banking, melhor são os pagamentos.”
Desafios Brasil
“Existem altos custos de empréstimos. É preciso ver como essas coisas funcionarão (Open Banking), a competitividade deve melhorar. Se a qualidade for acertada, a velocidade fomentará mais concorrência com os grandes bancos. Se for orquestrado com mão forte por parte dos reguladores brasileiors, trará resultados melhores ao Brasil.”
Programação do Future of Money
• Às 19h – chat entre André Portilho e Gustavo Franco sobre o o papel do futuro do dinheiro para a democratização do sistema financeiro que tá imperdível,
• Ás 20h – painel de debatedores sobre o futuro do dinheiro nas suas mais diferentes facetas, com alguns dos colunistas do projeto, Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin, Alex Nascimento, sócio da 7CC Blockchain Investments e professor na universidade UCLA, e Ricardo Fernandes Paixão, coordenador do LIFT Learning do Banco Central do Brasil.
O evento é gratuito: http://lp.exame.com/futureofmoney/
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