Com trajetória iniciada em 1987, empresa destaca o Intelligent Banking como uma evolução dos serviços financeiros, baseada em inteligência artificial, contexto e hiperpersonalização
Das operações realizadas nas agências bancárias às experiências digitais disponíveis a qualquer hora, o setor financeiro passou por diversas mudanças nas últimas quatro décadas. A digitalização dos serviços, a ascensão das fintechs, os pagamentos instantâneos e o Open Finance mudaram a forma como instituições operam, competem e se relacionam com seus clientes. Agora, uma nova transição começa a ganhar espaço: da digitalização à inteligência.
Essa é a visão da Topaz, empresa de tecnologia financeira do Grupo Stefanini, que completa 39 anos em 2026 e usa a experiência acumulada ao longo de sua trajetória no setor para entender os movimentos que devem moldar o futuro do mercado. Para a companhia, a próxima transformação será marcada por instituições mais adaptáveis, responsivas e preparadas para compreender contexto e intenção para transformar dados em respostas cada vez mais relevantes.
A trajetória da empresa começou em 1987, quando grande parte da relação entre clientes e instituições financeiras ainda dependia de estruturas físicas e processos presenciais. Nas décadas seguintes, a informatização das operações trouxe ganhos de eficiência e escala, enquanto internet banking, aplicativos e novos canais digitais transferiram uma parcela crescente da experiência financeira para o ambiente online.
A transformação ganhou novos ares com a expansão das fintechs, que diversificaram os modelos de negócios e intensificaram a competição no mercado financeiro. Mais tarde, novas infraestruturas aprofundaram essa mudança.
Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o Pix permitiu pagamentos e transferências em poucos segundos, 24 horas por dia, sete dias por semana, e abriu espaço para novos casos de uso. Já o Open Finance avançou sobre outra fronteira ao permitir que clientes autorizem o compartilhamento de seus dados e serviços entre instituições, dentro de regras específicas de segurança e consentimento.

“Quando olhamos para esses 39 anos, enxergamos mudanças que foram muito além da tecnologia. Cada novo momento alterou também a relação das pessoas e das empresas com os serviços financeiros. Primeiro, o desafio era informatizar e ganhar eficiência; depois, levar serviços para os canais digitais e ampliar possibilidades de acesso. Agora, avançamos da era digital para uma era do conhecimento, na qual as instituições precisam compreender melhor contexto e intenção e transformar dados em respostas relevantes”, afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz.
Da digitalização à inteligência
Para a companhia, a transformação digital construiu a infraestrutura que permitiu chegar a esse novo momento. O próximo avanço não depende apenas da criação de canais ou da inclusão de novas funcionalidades, mas da capacidade das instituições de conectar dados, tecnologia e conhecimento do negócio para interpretar necessidades e responder com maior agilidade às mudanças do mercado.
Essa evolução também traz um novo desafio: quanto mais simples deve ser a experiência para o cliente, maior é a sofisticação tecnológica necessária nos bastidores. Uma interação que parece natural na ponta depende da integração entre dados, regras de negócio, segurança, compliance e diferentes serviços financeiros, além de uma arquitetura preparada para absorver novas tecnologias e mudanças regulatórias sem comprometer estabilidade e continuidade.
Essa capacidade de adaptação também ganha relevância para o negócio. Uma base tecnológica flexível facilita a incorporação de novas possibilidades e permite que as instituições acompanhem mudanças no comportamento dos clientes, nas regulações e nos modelos de negócios.
“Durante muito tempo, evoluir significava colocar uma nova capacidade à disposição do cliente. Esse movimento continua importante, mas agora a questão também passa por compreender o que ele pretende resolver. Quanto maior a capacidade de interpretar contexto e conectar diferentes serviços, menor a necessidade de o cliente conhecer toda a complexidade que existe por trás de uma operação financeira”, explica Iglesias.
O próximo capítulo: Intelligent Banking
É nesse cenário que o Intelligent Banking representa um novo capítulo da transformação tecnológica do setor financeiro, materializando a passagem da era digital para uma etapa baseada na compreensão das necessidades do cliente.
A proposta parte de uma mudança na experiência: em vez de acessar o banco para encontrar uma solução ou identificar previamente qual produto contratar, o cliente expressa aquilo que deseja realizar e a tecnologia conecta dados e contexto, aplica regras de negócio e coordena diferentes capacidades financeiras para oferecer respostas mais adequadas a cada momento. Essa é a abordagem apresentada pela companhia em sua nova visão de Intelligent Banking.
Na prática, uma pessoa que deseja comprar um carro não precisa necessariamente começar pela escolha de uma modalidade de crédito. Da mesma forma, uma empresa que precisa melhorar seu fluxo de caixa está interessada primeiro em resolver uma necessidade do negócio. O objetivo é que a tecnologia compreenda essas intenções e conecte as capacidades financeiras adequadas, dentro das regras de segurança e compliance exigidas pelo setor.
A inteligência artificial acrescenta uma nova dimensão a essa abordagem. Além da personalização, modelos cognitivos ampliam a capacidade de interpretar contexto e antecipar necessidades. Quando conectada a dados e serviços financeiros, a inteligência pode ir além das recomendações, apoiando ações e decisões alinhadas ao perfil, ao momento e aos objetivos de cada cliente.
“No passado, o cliente precisava aprender sobre o banco por meio de telas, produtos e processos. Agora, o banco precisa aprender sobre as intenções do cliente. A inteligência ganha valor quando se conecta às capacidades reais da instituição e transforma contexto e intenção em uma resposta concreta”, destaca o CEO da Topaz.
No Intelligent Banking, essa visão se traduz em três pilares: uma plataforma flexível e escalável para orquestrar serviços e ecossistemas; inteligência artificial para interpretar intenções e contextos; e uma relação contínua com o cliente, baseada em confiança e hiperpersonalização.
Para a Topaz, os diferentes momentos que transformaram o setor ao longo das últimas décadas também mostram que nenhuma tecnologia representa um ponto de chegada. Internet banking, aplicativos, fintechs, Pix e Open Finance modificaram diferentes partes da experiência financeira e criaram a base para novos modelos. O próximo movimento, na visão da companhia, está em conectar essas estruturas e utilizar inteligência para compreender melhor aquilo que pessoas e empresas pretendem realizar.
“Completar 39 anos nos permite olhar para trás e perceber o quanto o setor mudou, mas também reforça que evolução nunca significou apenas adotar a tecnologia mais recente. Significa estar preparado para responder ao que muda ao nosso redor. A digitalização transformou profundamente o mercado e agora entramos em uma nova fase. Nossa história foi construída com essa capacidade de adaptação e é com essa perspectiva que olhamos para o futuro: queremos continuar desenvolvendo tecnologias que impulsionem a transformação dos nossos clientes e abram novas possibilidades para o setor financeiro”, conclui Jorge Iglesias.
Sobre a Topaz
Com mais de três décadas de experiência, a Topaz é uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais, destacando-se como líder no mercado brasileiro e latino-americano. Como parte do grupo Stefanini, atua em mais de 25 países com mais de 300 clientes de diversos portes e segmentos. A Topaz desenvolveu o Topaz One, a primeira plataforma full banking do mundo, oferecendo um ecossistema completo de soluções integradas, seguras e de alta disponibilidade como core bancário completo e core para microfinanceiras, prevenção e combate à fraude, canais físicos e digitais, AML/FTP e compliance, pagamentos instantâneos, regulatórios, investimentos e customer engagement para bancos e instituições financeiras em geral, impactando mais de 550 milhões clientes finais todos os dias. A Topaz posiciona-se como referência em tecnologia para negócios digitais e é reconhecida pelo Gartner®, FORRESTER® e Celent®.
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