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Colonialismo digital. Por Marcelo Buz, Diretor Presidente do ITI

16/03/2020

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Identificar, confiar e conectar. Quantas vezes por dia nos autenticamos?

Controlar credencias de acesso nas organizações é tão difícil quanto

02/12/2020

ONLYOFFICE, plataforma colaborativa, apresenta sua estrutura de segurança de dados

Confira a entrevista na íntegra com Nadya Knyazeva, Gerente de Comunicação da ONLYOFFICE, a plataforma open source que possui mais de sete milhões de usuários no mundo

27/11/2020

Lei da Internet das Coisas segue para sanção presidencial e deve impulsionar o mercado de eIDs

Os equipamentos que utilizam a Internet precisam ser identificados para a autenticação precisa máquina a máquina e, em alguns casos, é primordial estarem blindados contra invasões hackers.

26/11/2020

Doutor Fabiano Menke Concede Entrevista Sobre a Evolução das Assinaturas Eletrônicas

Nesta entrevista Dr. Fabiano Menke fala sobre a Lei 14.063 de setembro de 2020 e sobre o Decreto 14.543 de novembro de 2020 sobre os tipos de assinaturas eletrônicas

25/11/2020

A certificação de plataformas de telemedicina para uso da assinatura digital

O uso de certificados digitais para assinatura de documentos clínicos é adotado no Brasil desde a primeira resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2007

25/11/2020

Decreto 14.543/2020 regulamenta o artigo 5º da Lei 14.063/2020

O decreto 14.543/20 define alguns requisitos do artigo 5º Lei 14.063/2020.

16/11/2020

A Estônia já está aqui. Por Marcelo Buz

Artigo do diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI, Marcelo Buz, e uma comparação entre Brasil e Estônia.

18/02/2020

Resultado além da economia. Por Marcelo Buz

Segundo a Carta de Conjuntura nº 45 editada pelo Ipea sobre o cenário brasileiro, o crescimento da economia no ano passado surpreendeu.

11/02/2020

ICP-Brasil e o cenário da LGPD. Por Marcelo Buz

Agosto de 2020 é o prazo para a entrada em vigor da LGPD, inspirada no Regulamento (UE) 679/2016 do Parlamento Europeu DE 2016.

30/01/2020

Assinatura digital no holofote. Por Marcelo Buz

Em artigo, o diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Marcelo Buz, explica a importância da assinatura digital.

03/12/2019

Historicamente o ciclo colonial é caracterizado por transações comerciais em que países exportam matéria-prima bruta ou de baixo valor agregado e importam bens que não são capazes de produzir.

Por Marcelo Buz  – Exclusivo para o Crypto ID

Arquivo do Crypto ID - Foto divulgação do ITI

Marcelo Buz – diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI

Hoje, a matéria-prima são os dados dos usuários da internet, especialmente os pessoais e que refletem o perfil do consumidor.

As informações pessoais são, de certa forma, cedidas quando acessamos um ambiente que exige um cadastro, um contato de telefone, idade, nacionalidade, estado civil, entre outros itens.

A China e os EUA são hoje os líderes da economia digital – que engloba todas as transações em infraestruturas digitais ou usando tecnologias digitais – e juntos mantém 90% do valor de capitalização de mercados das 70 maiores empresas on line do mundo. Em outras palavras, isso significa concentração de riqueza, e, por outro lado, desigualdade.

O Relatório de Economia Digital elaborado pela ONU – Organização das Nações Unidas revela um cenário que demonstra a situação e a posição de inferioridade em países da África e América Latina.

Os riscos dos países que não estão inseridos no grupo dos que têm políticas fortes, básicas, preliminares para o desenvolvimento da indústria da informação podem ser submetidos ao colonialismo digital na contemporaneidade. Dentre essas ameaças estão a submissão, dependência econômica, incapacidade de crescimento, inibição do mercado interno e incapacidade para a  ampliar a indústria de informação na economia.

O combate ao colonialismo contemporâneo e a configuração de uma nova economia digital em países que ainda estão desenvolvendo a indústria de informação exige dos governos locais a implantação de políticas públicas que abrangem vários setores da sociedade.

Entre as iniciativas estão o fomento a empresas locais, adoção de diretrizes para a área de gestão de governança digital, instrumentos de controle dos dados pessoais, criação de incubadoras, incentivo  à manutenção de talentos, estímulo à indústria de softwares, regulamentação da transferência de dados transnacionais, educação digital pública e da infraestrutura de comunicação.

O Brasil está entrando em um novo ciclo e já implementa algumas das ações para não fazer parte das colônias digitais. A política de digitalização do Governo Bolsonaro vai além de oferecer serviços públicos digitais; integra um plano maior de crescimento do País a partir da melhor gestão pública, dos ativos informacionais e em direção a um novo ciclo de crescimento sustentável com o investimento dos recursos financeiros do estado nacional. Contribuindo, inclusive para diminuir o endividamento do setor público, das fraudes e da corrupção.

O Plano de Internet das Coisas por sua vez,  é um dos pilares da E-Digital  e define mecanismos para o fortalecimento da inovação nacional e o desenvolvimento de projetos de IoT.

A consulta pública para debater a legislação e uso da Inteligência Artificial – IA foi aberta e o objetivo é criar  a Estratégia Brasileira para a Inteligência Artificial (IA).

A plataforma Participa.br onde é possível participar das consultas públicas já é a demonstração da intenção do governo federal em  compartilhar com a sociedade todas as suas iniciativas.

O país tem atualmente mais de 500 serviços públicos digitais, e a meta é digitalizar mil procedimentos até o final de 2020 concentrados na plataforma e-GOV.

Dentre os planos governamentais podemos citar a Estratégia Brasileira de Transformação Digital (E-Digital), que oferece um diagnóstico dos desafios atuais, a visão de futuro e as ações estratégicas e indicadores para atingir os objetivos.

O Plano Nacional sobre Governo Aberto, promove a transparência e acesso a dados, prestação de contas e estimula a participação do cidadão e mobilização para um governo responsivo. A ser implementada em 2020, LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados tem o importante papel, como o próprio nome diz, de proteger os dados pessoais dos brasileiros e estabelecer sistemas de controle e punição por uso indevido de informações.

A realidade brasileira é de inovação e de intensa movimentação e de integração entres as diversas áreas de governo para garantir a implantação eficiente de novas políticas públicas. E de visão de futuro, para garantir que o Brasil nunca mais se torne uma colônia.

* Marcelo Buz – diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI, secretário-executivo do Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – CG ICP-Brasil e membro do Comitê Interministerial para a Transformação Digital – CITDigital e do Comitê Central de Governança de Dados.

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