Após o primeiro implante bem-sucedido em humanos, o Coração Artificial de Titânio da BiVACOR avança rapidamente, alcança alta hospitalar inédita, supera 100 dias de sobrevida fora do hospital e se consolida como uma das maiores inovações da cardiologia moderna

O que começou como um experimento clínico histórico rapidamente se transformou em um marco definitivo da medicina moderna. O coração artificial total desenvolvido pela BiVACOR não apenas passou a funcionar com sucesso em pacientes humanos, como também permitiu, pela primeira vez, que uma pessoa deixasse o hospital e seguisse vivendo por mais de 100 dias com um coração totalmente artificial enquanto aguardava um transplante. O avanço reposiciona os limites da cardiologia e reacende o debate sobre o futuro dos transplantes cardíacos em um mundo marcado pela escassez de órgãos.
O que é o BiVACOR Total Artificial Heart

O BiVACOR Total Artificial Heart (TAH) é um dispositivo médico implantável criado para substituir completamente os dois ventrículos do coração humano. Fabricado em titânio, ele utiliza um sistema de bombeamento rotatório sustentado por levitação magnética, o que elimina o atrito mecânico entre as partes móveis.
Na prática, isso reduz desgaste, aumenta a durabilidade e melhora a eficiência do bombeamento sanguíneo. Diferentemente de modelos mais antigos, o BiVACOR não depende de válvulas ou câmaras pulsáteis. Ele gera fluxo contínuo de sangue e ajusta automaticamente o desempenho às necessidades fisiológicas do paciente, como repouso ou esforço físico.
Inicialmente, o dispositivo foi projetado como uma ponte para o transplante cardíaco, mas seu desenho tecnológico abre caminho para aplicações de longo prazo no futuro.
O primeiro implante humano e os testes iniciais
O primeiro implante do BiVACOR TAH em um ser humano ocorreu em 9 de julho de 2024, no Baylor St. Luke’s Medical Center, no Texas, como parte de um Estudo de Viabilidade Inicial aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos.
O paciente apresentava insuficiência cardíaca terminal e não respondia mais aos tratamentos disponíveis. O coração artificial assumiu integralmente a função de bombeamento, mantendo a circulação sanguínea estável até a realização do transplante cardíaco.
Após esse marco, outros pacientes passaram a receber o dispositivo dentro do mesmo protocolo clínico, em centros médicos de referência nos Estados Unidos. Os resultados iniciais demonstraram viabilidade, estabilidade hemodinâmica e potencial de expansão do uso clínico.
O marco histórico na Austrália
O avanço mais significativo ocorreu fora dos Estados Unidos. Em 22 de novembro de 2024, cirurgiões do St Vincent’s Hospital, em Sydney, realizaram o primeiro implante do BiVACOR TAH na Austrália.
O paciente, um homem com insuficiência cardíaca grave, passou a viver exclusivamente com o coração artificial. Meses depois, em fevereiro de 2025, ele se tornou a primeira pessoa no mundo a receber alta hospitalar com um coração artificial total em funcionamento.
O feito quebrou um paradigma da cardiologia moderna. Até então, pacientes com dispositivos desse tipo permaneciam internados durante todo o período de uso. No caso australiano, o paciente viveu além de 100 dias fora do hospital com o BiVACOR TAH, até receber um transplante cardíaco bem-sucedido em março de 2025. Esse período estabeleceu o recorde mundial de sobrevida com um coração artificial total antes do transplante.
Reconhecimento regulatório e avanço institucional
A trajetória acelerada do BiVACOR TAH também se reflete no reconhecimento institucional. O dispositivo recebeu da FDA a designação de Breakthrough Device, concedida a tecnologias com potencial de transformar o tratamento de doenças graves e sem alternativas eficazes.
Além disso, o coração artificial foi incluído no Total Product Life Cycle Advisory Program (TAP), programa que oferece suporte regulatório contínuo para acelerar o desenvolvimento clínico e a futura aprovação comercial.
Esses movimentos indicam que o BiVACOR não é tratado apenas como um experimento médico, mas como uma solução estratégica para um dos maiores desafios da saúde global: a escassez de órgãos para transplante.
Por que esse avanço é tão relevante
A insuficiência cardíaca avançada afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A quantidade de corações disponíveis para transplante está muito abaixo da demanda, e milhares de pacientes morrem anualmente enquanto aguardam na fila.
Ao ampliar significativamente o tempo de espera seguro por um órgão, o coração artificial total reduz mortes evitáveis e oferece uma nova perspectiva terapêutica. Mais do que manter pacientes vivos, o BiVACOR demonstrou ser capaz de sustentar a vida fora do ambiente hospitalar, um fator decisivo para qualidade de vida e sustentabilidade dos sistemas de saúde.
Especialistas avaliam que, no futuro, dispositivos com esse nível de maturidade tecnológica possam deixar de ser apenas uma ponte temporária e se tornar uma alternativa definitiva para determinados perfis de pacientes.
Coração artificial, deep tech e sistemas críticos
Dispositivos médicos implantáveis como o BiVACOR TAH representam uma nova fronteira da deep tech aplicada à vida humana. Sensores, softwares embarcados, sistemas externos de controle e fornecimento de energia tornam esses dispositivos sistemas críticos, nos quais confiabilidade, integridade e segurança são essenciais.
Do primeiro implante humano à primeira alta hospitalar com um coração artificial total, o BiVACOR TAH representa um dos maiores avanços da medicina cardiovascular do século XXI. A tecnologia redefine o tratamento da insuficiência cardíaca terminal e aponta para um futuro em que a falta de órgãos pode deixar de ser um fator determinante entre a vida e a morte.
Desafios e próximos passos
Apesar dos avanços históricos, o coração artificial total ainda enfrenta desafios importantes. Estudos clínicos mais amplos, acompanhamento de longo prazo, evolução dos sistemas de energia e maior autonomia dos dispositivos externos são etapas fundamentais antes de uma adoção em larga escala.
As próximas fases dos testes clínicos deverão fornecer dados decisivos sobre segurança, durabilidade e impacto na qualidade de vida, definindo o papel definitivo do BiVACOR no futuro da cardiologia.
À medida que a medicina avança para soluções cada vez mais inteligentes e conectadas, temas como segurança digital, integridade de dados médicos, autenticação entre componentes e resiliência de sistemas autônomos passam a ser parte central da discussão em saúde pública — um ponto de convergência claro entre medicina, tecnologia e confiança digital.
Fontes e URLs consultadas pelo Crypto ID
https://www.musumeci.online/bivacors-artificial-heart-implanted-in-a-human-for-the-first-time-a-new-era-in-medicine/
https://bivacor.com
https://bivacor.com/the-texas-heart-institute-implants-bivacor-total-artificial-heart/
https://www.svha.org.au/news/latest/australia-s-first-durable-total-artificial-heart-implant-announced-as-a-success
https://corporate.dukehealth.org/news/duke-transplant-team-helps-pioneer-total-artificial-heart
nos-eua/
Imagens extraídas do site da Bivacors
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