Com o crescimento na procura por soluções de nuvem, líderes das companhias buscam orientação sobre qual caminho seguir nos próximos meses
O mercado de computação em nuvem segue em forte expansão global, com gastos globais que devem ultrapassar os 723 bilhões de dólares (3,9 trilhões de reais) neste ano, de acordo com projeções do Gartner.
Já a consultoria IDC reforça esse movimento ao estimar que o investimento global em cloud deve dobrar até 2028, impulsionado pela adoção de IA, machine learning e workloads de dados cada vez mais complexos.
Esse avanço mostra que a migração para nuvem deixou de ser apenas uma decisão tecnológica e passou a ser um movimento estratégico. Nesse contexto, tanto a nuvem pública quanto a privada ganham relevância, e muitos executivos ainda avaliam qual modelo – ou combinação entre eles – melhor atende às necessidades de escala, segurança e eficiência da empresa.

“Em 2026, empresas globais seguem migrando sistemas legados e ampliando seus ambientes em nuvem para dar suporte a iniciativas de transformação digital e inteligência artificial“, conta Carlos Maia, Diretor de Cloud Solutions da TIVIT, empresa do grupo Almaviva e provedora de serviços de tecnologia na América Latina. “Ao entrar no universo de Cloud Computing, líderes se deparam com a grande dúvida sobre escolher investir entre nuvem pública ou privada, mas a decisão deve ser guiada por vários fatores estratégicos, alinhados à transformação digital e não mais em custo.”
Como escolher?
Segundo Maia, ao optar entre nuvem pública, privada ou híbrida, os líderes de TI devem considerar múltiplos critérios estratégicos, a necessidade de soberania de dados e conformidade são fatores importantes para a escolha. Os setores altamente regulados, como o financeiro, de saúde e governamental tendem a preferir ambientes privados ou híbridos para manter dados sob controle.
Já empresas que buscam agilidade e inovação podem aproveitar a escalabilidade e todo o ecossistema de soluções da nuvem pública. Para Maia, o custo-benefício também deve orientar a escolha. “A cloud pública opera em modelo pay-per-use flexível, ideal para evitar grandes gastos iniciais, enquanto nuvens privadas exigem investimento próprio, mas podem ser vantajosas para cargas estáveis de longo prazo e para trazer uma previsibilidade de custos”, diz.
Enquanto a nuvem pública oferece expansão praticamente ilimitada sob demanda, a privada tem capacidade fixa e a híbrida permite equilibrar picos usando recursos públicos sem abrir mão do núcleo privado.
Outros fatores incluem performance,latência -aplicações de baixa latência ou dados que devem ficar próximos do usuário podem exigir infraestrutura local ou privada- e legado tecnológico, em que sistemas legados podem integrar os dados em um ambiente híbrido, com parte das informações preservadas em locais físicos, enquanto novas aplicações migram para a nuvem.
Tendências para o setor de nuvem em 2026
De acordo com Maia, a consolidação de modelos híbridos e multicloud como padrão é a grande tendência. A arquitetura dominante torna-se distribuída e híbrida, com a combinação de nuvem pública e ambientes locais para atender diferentes necessidades.
“As empresas devem buscar arquiteturas flexíveis, nas quais fluxos de trabalho possam transitar entre ambientes conforme critérios de custo, latência e compliance. Tecnologias como containers e Kubernetes permanecerão como as principais a serem utilizadas, um cenário já observado até mesmo entre os clientes da TIVIT”, explica.
Com relação à segurança, o modelo Zero Trust será a referência para 2026 – ele opera pelo princípio de “nunca confie, sempre verifique” e elimina a confiança implícita em qualquer usuário ou dispositivo, mesmo dentro da rede corporativa.
Até o fim do próximo ano, será amplamente adotado como padrão de mercado, exigindo autenticação e autorização contínuas para cada acesso, carga de trabalho ou chamada de API (Interface de Programação de Aplicações).
Com o reforço das leis de privacidade na América Latina, incluindo a LGPD no Brasil, as condições para a transferência internacional de dados pessoais tornam-se cada vez mais rigorosas, o que exige garantias de proteção equivalentes às leis nacionais.
Isso significa que empresas precisam também avaliar onde seus dados são armazenados na nuvem e sob quais jurisdições legais eles caem. O investimento em provedores e infraestruturas que garantam que dados sensíveis permaneçam em data centers localizados na própria região ou país, sob legislação local, ganham espaço em 2026.
“Não existe uma única resposta, a escolha da “melhor” nuvem depende do perfil da empresa e de suas prioridades. Em geral, recomendamos uma estratégia híbrida/multicloud. Esse arranjo permite usufruir da elasticidade e do amplo portfólio de serviços das nuvens públicas (para inovação rápida e flexibilidade), mantendo ao mesmo tempo ambientes privados ou regionais para dados críticos e compliance. Para 2026, o mercado nacional busca cada vez mais soluções que equilibrem inovação e controle”, finaliza Maia.
Sobre a TIVIT
A TIVIT é uma multinacional que conecta tecnologia para um mundo melhor. Por meio de suas linhas de negócios em constante evolução, a TIVIT apoia empresas com soluções de nuvem (pública, híbrida e privada), e possibilita ambientes seguros, com recursos de cibersegurança, além de desenvolver tecnologias com foco em Inteligência Artificial e oferecer serviços voltados à automação e soluções SaaS. Por meio de projetos digitais transformadores, a TIVIT impacta milhões de pessoas diariamente. A TIVIT é uma empresa do Grupo Almaviva, que integra um ecossistema global presente em 21 países, com mais de 45 mil profissionais.
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