Novo white paper da SITA pede que operadores de transporte trabalhem juntos para melhorar os pontos onde as viagens se interrompem
As viagens intermodais funcionam melhor quando aeroportos, companhias aéreas, operadores ferroviários, operadores marítimos, cidades e autoridades de transporte trabalham juntos para corrigir os pontos onde a jornada se interrompe. Um novo white paper da SITA, Navigating the Seams of Seamless Travel (Navegando pelas Complexidades das Viagens Sem Interrupções, em tradução livre), defende que a colaboração baseada em dados compartilhados e ações coordenadas é a forma mais prática de reduzir o estresse dos passageiros, diminuir ineficiências e proteger receitas.
As redes de transporte estão se expandindo entre os modais aéreo, ferroviário, marítimo e urbano. Ainda assim, a jornada costuma falhar nos pontos de transferência, onde os passageiros passam de um meio de transporte para outro. Informações se perdem entre operadores, responsabilidades ficam pouco claras e os passageiros acabam lidando sozinhos com conexões perdidas e regras conflitantes. Essas lacunas criam pontos cegos operacionais em todo o sistema de viagens e reduzem silenciosamente a receita dos operadores.
De transferências fragmentadas à ação coordenada
Pontos de transferência fragmentados aumentam o risco, uma vez que a demanda por viagens intermodais crescerá nas próximas décadas. Sistemas desconectados geram efeitos em cascata quando ocorrem atrasos. A troca limitada de dados entre organizações impede ações coordenadas nos momentos mais críticos.
O relatório apresenta uma conclusão clara: o progresso não depende de novas infraestruturas ou de outra plataforma isolada, mas de conectar o que já existe. Quando operadores compartilham visibilidade sobre o fluxo de passageiros, alinham respostas a interrupções e oferecem uma única visão confiável e em tempo real da jornada, os passageiros viajam com mais confiança e os operadores tomam decisões melhores.
“Hoje, a jornada se rompe nas transferências, e é aí que o valor se perde tanto para passageiros quanto para operadores”, afirmou Benoit Verbaere, diretor de Mercados Adjacentes da SITA.
“Os passageiros acabam atuando como seus próprios coordenadores, juntando bilhetes, horários e regras apenas para chegar ao destino. Quando os operadores trabalham juntos para oferecer uma visão única e confiável da jornada em tempo real, o estresse diminui e a confiança, a fidelidade e o valor retornam ao sistema.”
Transformando interrupções em opções de escolha
Um dos temas centrais do relatório é mudar a forma como as interrupções são tratadas. Quando uma conexão está em risco, os passageiros não deveriam ficar tentando adivinhar o que fazer. Operadores coordenados podem oferecer alternativas claras em tempo real: continuar a viagem original, aceitar uma remarcação automática ou mudar de modal, com responsabilidades definidas previamente. Assim, a interrupção se transforma em uma escolha gerenciada, e não em incerteza.
“Os passageiros lembram de como as interrupções são tratadas. Quando se sentem informados e apoiados, eles voltam. A colaboração intermodal não é sobre criar outra plataforma, mas sobre estabelecer confiança, governança e formas compartilhadas de trabalhar para que os operadores possam agir juntos quando realmente importa“, acrescentou Verbaere.
O relatório apresenta um modelo prático que coloca o passageiro no centro das decisões. As soluções precisam oferecer informações claras e confiáveis para diferentes perfis de usuários e níveis de familiaridade digital, além de se conectar aos sistemas existentes por meio de design modular e interoperável. Esse progresso deve começar com projetos-piloto focados, que comprovem valor antes da expansão.
TravelWise mostra o que é possível
A iniciativa TravelWise, em Atenas, demonstra essa abordagem na prática. No passado, aeroporto, companhia aérea, autoridade portuária e operador ferroviário gerenciaram interrupções por telefone e processos manuais. Hoje, uma plataforma de colaboração de dados intermodais reúne informações de voos, trens, navios, clima e eventos locais em uma única visão operacional compartilhada. Por meio de dashboards e APIs, os parceiros respondem mais rapidamente e oferecem opções mais claras aos passageiros quando conexões estão em risco.
Um caminho prático para avançar
Em vez de grandes programas de transformação, o white paper propõe uma abordagem em etapas, focada em corredores de alto tráfego e redes de transporte para grandes eventos. O documento convida os atores da indústria a identificar um ponto crítico da jornada, reunir os parceiros certos e usar o compartilhamento de dados com governança para transformar a fragmentação em viagens coordenadas que gerem valor. Essa abordagem constrói confiança e gera melhorias mensuráveis no gerenciamento de interrupções, no desempenho operacional e na confiança dos passageiros.
Sobre a SITA
A SITA é o motor tecnológico da indústria de transporte aéreo, tornando as viagens mais seguras, simples e sustentáveis para todos. Desde os primeiros dias da aviação comercial até as atuais fronteiras digitais, a SITA conecta o setor e ajuda a indústria a evoluir a cada novo avanço. Com cerca de 2.500 clientes, a tecnologia da SITA atende mais de 1.000 aeroportos e mais de 19.600 aeronaves em todo o mundo. A SITA está se transformando rapidamente. De soluções avançadas de autoatendimento e controle operacional a design aeroportuário e fronteiras digitais, a empresa está moldando a próxima geração de viagens por meio de aquisições estratégicas como Materna IPS, ASISTIM e CCM. Também está expandindo além da aviação com iniciativas como SmartSea, levando suas tecnologias para cruzeiros, ferrovias e mobilidade aérea urbana.
Segurança do Pix avança e exige transformação tecnológica imediata
Diebold Nixdorf nomeia Andy Zosel como Diretor de Produtos e Tecnologia
ABES apresenta Agenda Regulatória 2026 e reforça proposta de um Projeto de Nação para a Era Digital
Solução de identidade digital descentralizada do CPQD evolui com a incorporação de smart contracts
Empresa públicas e privadas estão utilizando muitas das tecnologias que falamos aqui no Crypto ID, então, criamos a coluna Tech para apresentar casos de uso e soluções inovadoras. Explore esse conteúdo!


Cadastre-se para receber o IDNews e acompanhe o melhor conteúdo do Brasil sobre Identificação Digital! Aqui!






























