A assinatura digital entra em outra fase quando a empresa adota uma identidade digital soberana (DID/SSI)
A assinatura digital entra em outra fase quando a empresa adota uma identidade digital soberana (DID/SSI): em vez de depender de um provedor central para identificar pessoas e empresas, o controle do identificador e das credenciais fica com o titular, com verificação criptográfica e portabilidade entre serviços.
Na prática, isso reduz o lock-in, melhora a privacidade por permitir compartilhamento mínimo de dados, e facilita provar atributos específicos (exemplo: vínculo com um fornecedor homologado) sem expor o cadastro completo. Para fluxos de assinatura eletrônica, a SSI vira uma camada de “quem é quem” mais flexível, auditável e reutilizável.
Fatos rápidos
- A página do Governo Digital resume regras da Lei nº 14.063/2020 para uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos.
- O registro no Senado Federal consolida dados oficiais da Lei nº 14.063/2020 (ementa e publicações associadas).
- A MP nº 2.200-2/2001 no Senado trata da ICP-Brasil e do objetivo de garantir autenticidade, integridade e validade jurídica em documentos eletrônicos.
A corrida global por identidade digital soberana e o impacto nas assinaturas eletrônicas
O movimento global por SSI vem de uma pressão real: fraudes mais sofisticadas, compliance mais rigoroso e necessidade de experiências digitais com menos atrito, especialmente em cadeias B2B. Quando uma identidade fica “presa” a um login ou a um único serviço, qualquer mudança de fornecedor, auditoria ou expansão internacional vira um projeto caro.
Com DID/SSI, o identificador é criado e controlado pelo titular, e as provas de atributos circulam como credenciais verificáveis, com validação criptográfica e trilhas de evidência. O W3C define DIDs como identificadores que viabilizam identidade verificável e descentralizada, como descrito no padrão DID Core.
Passo a passo para aplicar SSI em fluxos de assinatura eletrônica
Antes do “assinar”, a SSI organiza a etapa de identidade e autorização de forma modular, o que costuma reduzir o custo por verificação e o retrabalho causado por documentação incompleta.
Para não virar um laboratório infinito, o ideal é começar com um escopo claro (um tipo de contrato e um público), definir o que precisa ser provado (atributos), e mapear como isso entra no seu fluxo de assinatura eletrônica. Um bom ponto de partida é alinhar o processo de identificação com práticas já usadas em autenticação digital, mantendo evidências técnicas consistentes e fáceis de auditar.
1) Emissão e apresentação de credenciais verificáveis
O emissor (exemplo: sua empresa, uma certificadora interna, ou um parceiro confiável) cria uma credencial verificável contendo atributos objetivos: CNPJ, papel do colaborador, autorização de compras, certificação de fornecedor, matrícula de técnico de manutenção, e assim por diante.
O titular armazena isso em uma wallet e apresenta somente o que for necessário em cada assinatura, com consentimento explícito. Esse modelo encaixa bem em cenários com múltiplas áreas e terceiros, como contratos com fornecedores e aditivos com SLA, que podem partir de um contrato digital e evoluir sem recomeçar o cadastro do zero.
2) Verificação de identidade e níveis de garantia
Na hora de assinar, o verificador confere: (a) autenticidade criptográfica da credencial, (b) validade e revogação, e (c) vínculo entre o titular e o DID apresentado. A escolha do rigor depende do risco: contratos de alto valor e poderes de representação pedem níveis de garantia mais altos que um aceite operacional.
Um guia técnico para estruturar isso é o NIST, que define requisitos de prova de identidade e níveis de garantia na publicação SP 800-63A. Em termos práticos, esse passo conversa com rotinas de validação de identidade e, quando aplicável, sinais adicionais como biometria.
3) Gestão de chaves, recuperação e revogação
SSI não elimina governança, ela muda o lugar onde ela acontece. É preciso definir como as chaves são geradas e protegidas (HSM, dispositivos seguros, wallet corporativa), e como ocorre recuperação quando o usuário perde acesso, sem abrir um “atalho” para fraude.
Também é obrigatório tratar revogação: desligamento de colaborador, expiração de credencial, mudança de função e perda de autorização devem invalidar o que não faz mais sentido. Para fluxos com risco de spoofing, sinais como liveness ajudam a elevar a confiança sem transformar tudo em burocracia, desde que haja consentimento e minimização de dados.
4) Validação, evidências e auditoria ponta a ponta
Depois da assinatura, o objetivo é provar “quem assinou, o que assinou, quando assinou e sob quais regras”, sem depender de um único sistema para recontar a história. Em mercados regulados, isso se cruza com serviços de confiança e identificação eletrônica.
Na União Europeia, o regulamento eIDAS define e regula serviços de confiança e identificação eletrônica para transações no mercado interno, conforme o texto consolidado do Regulamento (UE) 910/2014.
No dia a dia, evidências como carimbo do tempo, logs imutáveis e verificação posterior (inclusive por terceiros) podem ser organizadas junto com um carimbo do tempo e rotinas de verificação.
| KPI | Como medir | Por que afeta custo e ROI |
| Tempo de verificação | Mediana (P50) e cauda (P95) do início ao “apto a assinar” | Reduz ciclo de vendas e fila operacional |
| Taxa de fraude | % de tentativas bloqueadas + incidentes confirmados por período | Evita perdas, chargebacks e litígios |
| Custo por verificação | (Ferramentas + horas + retrabalho) / nº de verificações | Mostra ganho com reutilização de credenciais |
| Retrabalho | % de contratos devolvidos por inconsistência de dados/assinatura | Corta tempo de equipe e atrito com cliente |
Trade-offs e um caminho de melhoria contínua com monitoramento de KPIs
SSI não é “mais simples”, é “mais portátil”: você troca dependência de um provedor por responsabilidades de governança, interoperabilidade e suporte a wallets, além de decisões sobre recuperação e revogação.
Para operacionalizar assinaturas com previsibilidade, uma base como plataforma de assinatura eletrônica e uma rotina de checagem posterior (quando necessário) ajudam a manter o fluxo sustentável.
Por fim, ao consolidar os trade-offs de governança e interoperabilidade, a identidade digital soberana pode reduzir a dependência de provedores centralizados e tornar mais previsível a verificação em assinaturas eletrônicas, desde que os KPIs guiem ajustes contínuos. Para operacionalizar essa evolução, a solução da ZapSign encaixa no fluxo com rastreabilidade e evidências técnicas.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é uma identidade digital soberana (DID/SSI)?
Identidade digital soberana é um modelo em que a pessoa ou empresa controla seus identificadores e apresenta provas verificáveis de atributos, com validação criptográfica. Em vez de depender sempre de um provedor central de login, o titular usa DIDs e credenciais verificáveis para comprovar o que for necessário em cada interação, com mais portabilidade e privacidade.
SSI substitui certificado digital e ICP-Brasil?
SSI não é sinônimo de certificado digital e não substitui automaticamente exigências legais. Em muitos cenários, SSI funciona como uma camada de identidade e autorização, enquanto certificados e regras nacionais continuam relevantes para validade jurídica e conformidade. O desenho ideal depende do risco, do tipo de documento, do setor e dos requisitos de auditoria.
Como SSI ajuda a reduzir fraude em assinaturas eletrônicas?
O ganho vem de duas frentes: reduzir falsos positivos (menos fricção para quem é legítimo) e aumentar sinais de confiança para bloquear tentativas suspeitas. Credenciais verificáveis podem provar atributos específicos, e a verificação criptográfica reduz a chance de adulteração. Quando necessário, dá para combinar com etapas adicionais de verificação e evidências de auditoria.
Quais são os principais KPIs para acompanhar SSI em assinaturas?
Os KPIs mais úteis costumam ser tempo de verificação (P50 e P95), custo por verificação, taxa de fraude (tentativas bloqueadas e incidentes confirmados) e retrabalho (contratos devolvidos por inconsistência). A leitura combinada desses indicadores mostra se a verificação está no nível certo, sem atrito excessivo e sem abrir espaço para risco.
Sobre a ZapSign

Criada em 2020, a startup brasileira ZapSign permite às empresas enviar documentos para serem assinados por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e-mail ou qualquer outro canal de comunicação.
Com mais de 2 milhões de usuários ativos e mais de 40 milhões de documentos assinados, a plataforma apresenta interface simples e intuitiva, além de excelente custo-benefício.
Dentre os clientes, estão algumas das maiores empresas do país, como Itaú, Grupo GPA, Greenpeace, L’Oréal Brasil, Unimed e Rappi. Iniciou seu processo de internacionalização em 2021 e, atualmente, conta com clientes em 21 países. Faz parte da Truora, eleita a quarta melhor startup para jovens trabalharem no Brasil, segundo o ranking Employer for Youth (EFY).
ZapSign faz parte do Grupo Truora, uma empresa com mais de 6 anos de experiência na geração de soluções tecnológicas que simplificam a comunicação entre clientes, usuários, fornecedores ou colaboradores.
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