A assinatura digital, em geral, está ligada a certificados e padrões criptográficos mais rígidos, o que facilita a verificação
As assinaturas eletrônicas só viram prova robusta quando vêm acompanhadas de dados que permitem autenticar autoria, integridade e o contexto do ato; é exatamente isso que saber quais informações devem acompanhar uma assinatura em um documento quer dizer na prática: um conjunto mínimo de evidências para rastreabilidade, auditoria, validação e redução de disputas.
Resumo
- O que compõe o pacote de evidências de uma assinatura e por que ele reduz risco jurídico.
- Diferenças práticas entre assinatura manual, eletrônica e digital no que precisa ficar registrado.
- Checklist de verificação e indicadores para acompanhar qualidade e eficiência do fluxo.
- Como usar carimbo de tempo, hash e códigos de verificação para proteger integridade e contexto.
Fatos rápidos
- De acordo com a Câmara dos Deputados, a Lei nº 14.063/2020 consolidou tipos como simples e avançada e registrou a estimativa de que 48% dos serviços públicos poderiam usar assinatura simples.
- Segundo o Planalto, a MP nº 2.200-2/2001 institui a ICP-Brasil, base para certificados digitais e assinaturas qualificadas.
- De acordo com o Planalto, o Decreto nº 10.543/2020 trata do uso de assinaturas eletrônicas na administração pública federal e regulamenta dispositivo da Lei nº 14.063/2020.
Quais informações devem acompanhar uma assinatura em um documento?
Uma forma útil de enxergar o tema é separar assinatura (o ato) de evidências (o que permite provar que aquele ato aconteceu do jeito certo). No governo federal, por exemplo, há três níveis para interações com entes públicos, com critérios de uso e definições de cada tipo, conforme descrito pelo Governo Digital.
Assinatura manual: o que precisa constar para ter contexto e rastreio
Em assinaturas manuscritas, o documento carrega parte das evidências no próprio papel: identificação do signatário, relação com o documento e sinais de integridade. Se houver discussão futura, detalhes como páginas rubricadas, testemunhas, data e local tendem a virar referência, especialmente quando o fluxo exige formalidade parecida com a descrita em regras de assinatura aplicadas a contratos e anexos.
| Informação | Onde aparece | Para que serve |
| Nome legível e/ou identificação | Ao lado da assinatura | Autoria (quem assinou) |
| Data (e local, quando aplicável) | Rodapé, cláusula ou campo próprio | Contexto (quando e em qual circunstância) |
| Rubricas e numeração de páginas | Em todas as páginas | Integridade (reduz risco de troca de folha) |
| Testemunhas (quando exigidas) | Campos de assinatura adicionais | Reforço probatório (cadeia de confirmação) |
Assinatura eletrônica e digital: o que deve ficar no arquivo e no registro de validação
No mundo digital, a evidência costuma estar no “pacote de validação” associado ao arquivo: quem assinou, como foi autenticado, o que foi assinado e como provar que o conteúdo não mudou. Para checagens técnicas, guias como o de validação de assinatura digital ajudam a organizar o que observar no documento e no relatório de verificação.
- Nome do signatário (e identificadores associados ao cadastro, quando aplicável).
- Hash (resumo criptográfico) do documento assinado, como forma de detectar alteração pós-assinatura; isso se conecta ao que é tratado em função hash aplicada a documentos.
- Carimbo de tempo e/ou código de verificação: o ITI explica que o Carimbo do Tempo comprova que uma informação digital existia em determinada data e hora, emitido por uma ACT.
- Trilha de eventos (envio, abertura, aceite, recusas), alinhada ao conceito de validação de assinatura com evidências verificáveis.
- Evidências de acompanhamento, como “observador” quando alguém precisa monitorar o fluxo sem assinar, como descrito no recurso de observador.
Como checar a assinatura e medir a qualidade do fluxo
O processo de verificação fica mais previsível quando há um checklist simples e métricas para acompanhar.
- Validar integridade: conferir se o hash do arquivo bate com o registro do documento assinado.
- Validar identidade: confirmar quem assinou e qual método foi usado (certificado, login, OTP, biometria).
- Validar tempo e contexto: checar carimbo de tempo e eventos do fluxo (envio, aceite, recusa).
- Registrar evidências: guardar relatório, logs e comprovações em repositório auditável.
| KPI | Como calcular | Leitura prática |
| Tempo médio de assinatura | soma do tempo por envelope / nº de envelopes concluídos | Indica ganho operacional e impacto no ciclo de vendas |
| Taxa de falhas/recusas | (falhas + recusas) / total enviado | Ajuda a identificar fricção de usabilidade e gargalos |
| % com carimbo de tempo | envelopes com timestamp / total concluído | Mostra maturidade de prova temporal e robustez do pacote |
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Padronização e melhoria contínua do fluxo de assinatura
Quando o time define um padrão mínimo de evidências (autoria, integridade e contexto) e acompanha indicadores, a assinatura deixa de ser um ponto de atrito e passa a ser parte controlável do processo.
Para manter o pacote consistente ao longo do tempo, vale revisar periodicamente regras internas, critérios de conformidade e rotinas de gestão de documentos, garantindo que quais informações devem acompanhar uma assinatura em um documento seja respondido sempre do mesmo jeito, com rastreabilidade e auditoria.
Em um cenário de redução de custo e aumento de eficiência operacional, um fluxo de assinatura bem medido também ajuda a enxergar gargalos e reduzir retrabalho; nesse contexto, conhecer a solução de assinatura eletrônica da ZapSign entra como referência objetiva para comparar usabilidade, evidências e KPIs.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quais informações acompanham a assinatura de um documento?
É o conjunto de dados que prova quem assinou, o que foi assinado, quando aconteceu e se o conteúdo permaneceu íntegro. Em papel, isso aparece como nome, data, rubricas e testemunhas. No digital, costuma vir em relatórios e metadados como hash do arquivo, eventos do fluxo e, quando aplicável, carimbo de tempo.
Assinatura eletrônica e assinatura digital exigem as mesmas evidências?
Não necessariamente. A assinatura digital, em geral, está ligada a certificados e padrões criptográficos mais rígidos, o que facilita verificação técnica e integridade. A assinatura eletrônica pode usar outros métodos (login, OTP, biometria) e, por isso, depende de um pacote bem montado de registros do processo e validações para reduzir questionamentos.
Quando o carimbo de tempo deve entrar no pacote de validação?
Quando a prova do momento exato do ato é relevante: prazos contratuais, assinaturas em sequência, disputas sobre anterioridade ou exigências de auditoria. O carimbo de tempo fortalece a evidência temporal e ajuda a fechar lacunas que aparecem quando o documento circula por múltiplos sistemas e pessoas.
Como saber se o documento foi alterado depois da assinatura?
A forma mais comum é comparar o hash do arquivo assinado com o hash registrado no relatório de validação ou no mecanismo de verificação. Se o conteúdo mudar, o resumo criptográfico muda junto. Por isso, o hash funciona como impressão digital do documento e facilita detectar adulteração sem depender de inspeção manual.
Quais métricas ajudam a melhorar o processo de assinatura?
Três indicadores costumam gerar ações rápidas: tempo médio de assinatura (impacto no ciclo de vendas), taxa de falhas/recusas (sinal de fricção e problemas de cadastro) e percentual com carimbo de tempo (maturidade de prova temporal). Com isso, dá para atacar gargalos e padronizar evidências sem aumentar custos.
Sobre a ZapSign

Criada em 2020, a startup brasileira ZapSign permite às empresas enviar documentos para serem assinados por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e-mail ou qualquer outro canal de comunicação. Com mais de 2 milhões de usuários ativos e mais de 40 milhões de documentos assinados, a plataforma apresenta interface simples e intuitiva, além de excelente custo-benefício.
Dentre os clientes, estão algumas das maiores empresas do país, como Itaú, Grupo GPA, Greenpeace, L’Oréal Brasil, Unimed e Rappi. Iniciou seu processo de internacionalização em 2021 e, atualmente, conta com clientes em 21 países. Eleita a quarta melhor startup para jovens trabalharem no Brasil, segundo o ranking Employer for Youth (EFY). ZapSign faz parte do Grupo Truora, uma empresa com mais de 6 anos de experiência na geração de soluções tecnológicas que simplificam a comunicação entre clientes, usuários, fornecedores ou colaboradores.
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