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20 de outubro de 2020

Conversamos com Carlos Flávio de Souza, Diretor de Tecnologia e Inovação da Flexdoc sobre tendências dominantes para 2021 relacionadas as plataformas de negócios que exigem redução de atrito e aperfeiçoamento da jornada do cliente sem abrir mão do controle e segurança das operações.

A equipe do laboratório de inovação da Flexdoc, especializada em tecnologia de onboarding digital e processamento por imagem, apresentou o seu prognóstico sobre as tendências de 2021 para as plataformas de negócio em alguns dos principais setores da economia.

Na avaliação da empresa, a transformação digital dos bancos confirmará seu aprofundamento ao longo de 2021, fortalecendo a tendência de adotarem a personalidade “bantech”. Ou seja, uma aproximação mais estreita na forma de operar dos bancos tradicionais com o modelo de plataforma trazido pelas cerca de 800 startups financeiras em operação no país.

Outra tendência para o ano, afirma a Flexdoc, será um entrosamento maior entre bancos, fintechs e varejo, através de plataformas de inteligência artificial voltadas para o interesse comum desses setores.

Carlos Flávio de Souza, diretor de Tecnologia e inovação da Flexdoc.

“Muitos negócios varejistas já interagem com serviços digitais do setor financeiro para funções como a auditoria de clientes, identificação de oportunidades e aplicação algoritmos de risco de crédito. É neste cenário que também se enquadra a rápida adesão das PMEs de varejo e serviço à plataforma de pagamentos PIX, lançada em novembro último”, afirma Carlos Flávio de Souza, diretor de Tecnologia e inovação da Flexdoc.

Diferença entre Fintech e Bantech

Carlos Souza explica que a diferença central entre as fintech puras e as bantech está na infraestrutura, composição de portfólio e estratégia de negócios, enquanto a confluência entre os modelos está em empregar inteligência analítica com vistas à melhor experiência do cliente.

As bantechs, informa ele, são plataformas “espertas”, egressas das fintechs digitais puras, que são absorvidas nas grandes estruturas legadas e fechadas dos bancos incumbentes. Com isto, as estruturas bancárias baseadas em código intensivo conseguem garantir a agilidade, atratividade e engajamento do usuário já nascido sob a égide do digital. Do ponto de vista do negócio, o grande diferencial entre ambas é que as fintechs são, em geral, startups verticais, focadas em um segmento único (como microcrédito, seguros ou factoring digital).

As bantechs, por sua vez, abrangem partes crescentes do enorme portfolio dos bancos, que vão da conta corrente a investimentos, custódia de cheques, câmbio, consórcio e outras dezenas de produtos financeiros. 

Checagem multifator, biometria e prevenção à fraude

Os prognósticos da Flexdoc mencionam ainda a disseminação das plataformas inteligentes de captura de documentos, validação reconhecimento, auditoria, aprovação automática e execução de transações remotas de dados clientes. Uma tendência que se estende ao relacionamento das empresas com trabalhadores internos ou terceirizados em praticamente todas as áreas.

Tecnologias como checagem biométrica, verificação multifator e confrontação de registros de usuários com plataformas de dados de retaguarda vão deixando de ser soluções alternativas. Elas começam a se integrar como commodities avançadas das plataformas de negócio em geral.

Biometria em real time

A prevenção e combate a fraudes passa a incluir soluções de prova de vida (por exemplo, exigindo que o usuário pisque um dos olhos na hora de autenticar um acesso online através do envio de sua selfie). Ao lado disto, os sistemas antifraude já mobilizam o cruzamento de recursos como a localização GPS, o histórico de navegação, a reputação de crédito do indivíduo e o perfil de atributos do usuário para a avaliação de seu direito de acessar serviços ou dados da plataforma.

Disseminação do Onboarding Digital    

O modelo de onboarding digital, que cristaliza boa parte destas funções, com base no smartphone ou em transações omnichannel, está se posicionando como um padrão de referência para todos os tipos de negócios.

“Em 2021, esta tecnologia se espalhará não só nas grandes empresas, mas inclusive na arena das PME, que poderão se valer de novas opções economicamente acessíveis, como o onboarding como serviço”, prossegue Souza.

O executivo explica que processos incômodos na validação de clientes e operações são responsáveis por cerca de 40% das perdas de negócios em andamento nas plataformas digitais ou físicas. Assim, reduzir o atrito burocrático e melhorar a experiência do cliente se tornou uma exigência para todos os modelos de negócio. “Este foco na decisão descomplicada e na entrega de uma jornada sem fricção é a principal lição que as fintechs estão disseminando no mercado e é o que impulsiona o onboarding digital”, enfatiza o diretor. 

Compartilhamento de Dados e a Gestão de Permissões

A influência do setor financeiro como locomotiva da digitalização dos negócios irá se aprofundar em 2021, à medida que o Banco Central for concluindo as etapas do calendário do Open Banking.

Já no primeiro semestre, as Bantechs e os novos agentes financeiros e varejistas híbridos, previstos pelo Open Banking, iniciarão o compartilhamento de dados cadastrais de clientes que desejarem receber diferentes opções de produtos de crédito, investimento, seguros, garantia estendida, câmbio e afins.

Na visão de Flávio de Souza, todos os setores envolvidos precisarão de inteligência para atender a estes requisitos sem incorrer nos grandes riscos jurídicos impostos pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). “Além de integrar as aplicações de atendimento com as retaguardas de dados e operacionais, a empresas precisarão de estratégia para gerir complexas regras de permissão e gestão de dados de terceiros”, completa o executivo.   

Sobre a Flexdoc

200 milhões de Documentos ópticos A Flexdoc participa de alguns dos principais projetos de digitalização de modelo de negócios em bancos, governo, universidades, centros de pesquisa e empresas de todos os setores. Só nos últimos três anos, a plataforma inteligente da empresa executou a extração, captura, validação e processamento óptico de 200 milhões de documentos. Diariamente, a tecnologia da Flexdoc realiza a conferência automática de mais de 20 mil de assinaturas manuais de clientes e funcionários em cheques, faturas e documentos não financeiros para seus clientes no país.