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Todos os países do mundo estão trabalhando em direção a uma economia digital, à medida que esse movimento evolui, são necessárias habilidades especiais, como a programação

Por Adriano da Silva Santos

programação
Adriano da Silva Santos – jornalista e escritor

Em todo o mundo, a conversão de informações para um formato digital – também chamado de “digitalização” – aumentou a produtividade nos setores público e privado.

Como resultado, praticamente todos os países do mundo estão trabalhando em direção a uma economia digital.

À medida que esse movimento evolui, são necessárias habilidades especiais, como a programação. O objetivo é criar algo: de uma página da web a uma imagem, a um software.

As primeiras linguagens de codificação surgiram na década de 1940. Estes eram básicos no que podiam fazer e precisavam de um conhecimento avançado de matemática.

Na década de 1990, quando universidades e empresas começaram a se conectar pela Internet, a velocidade e a memória da computação melhoraram para usar linguagens de alto nível, isso fez com que se tornassem amplamente disponíveis em plataformas de código aberto. 

Hoje, linguagens como Javascript podem ser facilmente utilizadas por crianças. Nas últimas quatro décadas, vários estudos avaliaram o efeito de aprender códigos em crianças em idade escolar – geralmente entre 6 e 13 anos.

Em cada caso, as descobertas mostram que é benéfico para as crianças, independentemente de sua carreira futura.

A codificação é apenas outra linguagem, e as crianças são conhecidas por aprender novas línguas mais rapidamente. Portanto, começar jovem é uma boa ideia. Vários países — incluindo Austrália, Finlândia, Itália e Inglaterra — desenvolveram um currículo de programação para crianças entre cinco e 16 anos.

A linguagem de codificação funciona com zeros (0s) e uns (1s) e sequências desses números representam um alfabeto. Estes, então, se traduzem em palavras e frases que acionam o computador ou processador para iniciar tarefas específicas. Por exemplo, imprima uma imagem em uma tela, abra um documento salvo em um computador ou toque uma música.

Dentre as várias linguagens de codificação, algumas são tão fáceis de entender e trabalhar que até as crianças podem aprendê-las.

Linguagens de programação visual – como o Scratch – foram desenvolvidas para ajudar as crianças a aprender códigos usando imagens, sinais e diagramas. Outras linguagens de programação que as crianças podem usar incluem Python, Ruby e Go. A maioria delas pode ser usada para escrever uma série de comandos ou desenvolver aplicativos da web.

Além de dar a eles uma vantagem para o futuro do trabalho, em comparação com outras formas de ciências numéricas, o aprendizado de código pode aumentar a criatividade das crianças.

Pense no seguinte: muito do ensino de matemática na África ainda é feito por meio de aprendizado mecânico, baseado na memorização de informações e repetição, uma espécie de aprendizagem de “papagaio” por assim dizer, método pedagógico que está desatualizado e desencoraja a criatividade das crianças.

Inclusive, algumas pesquisas mostram que a aprendizagem mecânica não é eficaz porque o aluno raramente consegue entender a aplicação do que aprendeu.

Em comparação, a codificação desenvolve o pensamento lógico, pois requer foco na resolução de um desafio específico.

Isso ensina as crianças a avaliar situações de diferentes ângulos e encontrar soluções criativas, fazendo com que testem essas ideias e, se não funcionarem, descubram o que há de errado. Fora isso, ela também melhora a colaboração e a comunicação, habilidades essenciais para futuros empregos.

No Quênia, o governo já está ciente da necessidade de educação em TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e começou a integrar as grades curriculares, lançando um ambicioso Programa de Alfabetização Digital que traria banda larga para as escolas e tentaria integrar a tecnologia ao aprendizado.

Entretanto, apesar da melhoria expressiva e perspectivas positivas, pode levar algum tempo para cobrir todo o país, até que haja recursos suficientes para incorporá-lo em todas as escolas. 

Em muitos países africanos, ainda há desafios básicos a serem enfrentados como a falta de infraestrutura, eletricidade, recursos e professores que saibam usar a tecnologia. Além disso, peças chave como acesso à banda larga e dispositivos digitais, como computadores, ainda são negligenciados em algumas regiões, assim como no Brasil.

Os governos devem investir em ferramentas para que grandes quantidades de dados possam ser transmitidas em altas velocidades.

Eles também devem fornecer subsídios, ou pelo menos não taxar as ferramentas de tecnologia da informação e comunicação, para que mais crianças possam aprender programação em casa ou na escola.

Felizmente, existem modos informais pelas quais as crianças podem aprender a programar, isso inclui campos de treinamento, codelabs, campos de codificação de férias e grupos de programação após a escola.

Há também muitas ferramentas gratuitas de aprendizado online que as crianças podem usar, como o OpenCourseWare e o Codecademy do Massachusettes Institute of Technology.

Esse processo não é mais reservado aos cientistas da computação. Toda profissão de alguma forma precisa disso. Como outras disciplinas, portanto, é sempre melhor introduzi-la desde cedo.

Sobre Adriano da Silva Santos

O jornalista e escritor, Adriano da Silva Santos é colunista colaborativo do Crypto ID. Formado na Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Reconhecido pelos prêmios de Excelência em webjornalismo e jornalismo impresso, é comentarista do podcast “Abaixa a Bola” e colunista de editorias de criptomoedas, economia, investimentos, sustentabilidade e tecnologia voltada à medicina. 

Adriano Silva (@_adrianossantos) / Twitter 

Adriano Silva | LinkedIn

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