O mundo de criptoativos é uma realidade inovadora mundial e que tem trazido desafios tecnológicos de segurança relevantes na custódia das chaves criptográficas
Por Jean Guillot
Relatos de roubos em criptomoedas são inúmeros e mais da metade acontece por furtos das chaves privadas, o que traz preocupação e a necessidade de custódia, afinal, a perda das chaves criptográficas representa a perda de ativos, portanto, a perda de dinheiro.

A pesquisa mais atual da Comparitech (2022), site que fornece informações e análises para ajudar os usuários a melhorar sua segurança cibernética e privacidade on-line, mostra que, até o ano do estudo, mais de 9 bilhões de dólares americanos foram roubados em criptoativos, o que equivale a quase 50 bilhões de reais.
Destes roubos, mais da metade acontecem devido a furtos de chaves privadas utilizadas para acessar e utilizar os ativos digitais.
O mal uso ou perda dessas chaves por usuários também aparecem como um problema relevante. Especialistas estimam que quase 20% dos bitcoins em circulação foram perdidos pelos seus donos.
Mas algo que tem chamado a atenção são os ataques cibernéticos para roubo das chaves criptográficas, mas não apenas pelo volume em dinheiro subtraído nesses casos, mas sobretudo, porque colocam em xeque a própria integridade da tecnologia Blockchain. Problemas dessa natureza, costumam levantar possíveis indagações de como aumentar o nível de segurança.
Os especialistas no assunto afirmam que, para garantir a custódia, as chaves que dão acesso aos ativos digitais, responsáveis por essas transações, precisam estar armazenadas em cofres digitais especializados, os quais oferecem segurança criptográfica, por meio da tecnologia HSM.

Além disso, é a solução mais assertiva para as instituições responsáveis por armazenar assegurar esses ativos e moedas, pois a solução HSM segue padrões mundiais de certificações como o FIPS 140-2.
Atualmente o HSM é a tecnologia utilizada para compliance de regulamentações pelas principais instituições mundiais, incluindo projetos do Governo Federal e o mercado Financeiro. A solução é um meio de operacionalizar transações de ativos digitais de forma segura e certificada, inclusive para abordagens que utilizam algoritmos mais sofisticados como multi-assinaturas, entre outros.
Para isso, é importante que as melhores práticas de segurança digital e de compliance para os sistemas DLT e de blockchain, sejam implementadas pelas empresas custodiantes institucionais desses ativos e moedas, que crescem a cada dia, pois são essas empresas que permitirão maior adoção do uso dessas inovações.
Por isso, para sanar a preocupação da custodia, inclusive com as novas moedas digitais, o que inclui o Real Digital que provavelmente utilizará na sua implementação as novas tecnologias de registro distribuído, é preciso entender os principais desafios e necessidades.
Mesmo com tantas variedades de soluções de segurança para o universo de criptoativos, o mercado institucional tende a optar por soluções já consolidadas e que garantam o compliance com as melhores práticas do mercado.
Atualmente, a grande maioria da custódia de ativos digitais é concentrada em pouquíssimos players americanos. As boas práticas deverão ser difundidas, recomendadas e reguladas pelos órgãos reguladores como nos casos já vistos do Sistema de Pagamento Brasileiro e do PIX. Além disso, é preciso fomentar novos players de mercado de custódia, a fim de criar uma indústria nacional de alto nível.
As melhores práticas de segurança para as instituições são a garantia do aumento da utilização dessas novas tecnologias, trazendo inovação e uma nova Era digital, similar ao advento da Internet.
Autor: Jean Guillot – executivo sênior nos setores de tecnologia e financeiro da DINAMO Networks
Sobre a DINAMO Networks

A DINAMO Networks é referência em segurança digital, criptografia e identidade digital no Brasil, com mais de 20 anos de atuação no desenvolvimento de soluções para proteção de dados, identidades e transações críticas. Especialista em HSMs, gestão de chaves e autenticação segura, a empresa possui tecnologia própria, certificações internacionais como FIPS 140-2 e ISO 9001, e presença em projetos estratégicos do ecossistema financeiro, incluindo o PIX e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). A DINAMO atua no núcleo da confiança digital, garantindo sigilo, integridade, autenticidade e soberania para organizações que operam ambientes de alta criticidade. Saiba mais em: www.dinamonetworks.com.br
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