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SXSW 2024 por Marcelo Eduardo Cosentino, VP de Negócios para Segmentos da TOTVS

12 de abril de 2024

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Nuvens Tempestuosas: Navegando pelo Panorama Complexo da Cibersegurança na Nuvem

Enquanto as organizações migram cada vez mais dados e serviços para a nuvem, a complexidade e a magnitude das ameaças cibernéticas também crescem.

15 de maio de 2024

Cancelamento de hipotecas – Assinatura avançada versus qualificada – Parte II

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15 de maio de 2024

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Questão das assinaturas eletrônicas no Registro de Imóveis é incerta, mesclando aspectos tecnológicos e jurídicos.

14 de maio de 2024

Por que é tão complexo se proteger de ataques cibernéticos? Por Rodrigo Fragola

“A meta agora não é alcançar segurança absoluta, mas sim segurança relativa no mercado em que se atua.” Fragola

13 de maio de 2024

Edmar Araujo, o novo diretor-executivo da ANCD concede sua 1ª entrevista ao Crypto ID

Edmar Araujo diretor-executivo da Associação Nacional de Certificação Digital e fala com exclusividade ao Crypto ID.

13 de maio de 2024

Confira 7 dicas para a redução do uso de papel nas empresas

São sete dicas essenciais para ajudar as empresas a reduzirem o uso de papel e promoverem práticas mais sustentáveis.

9 de maio de 2024

Em audiência pública, vice-presidente da AARB sugere mais segurança no acesso ao Gov.br

Paulo Roque elogiou o Gov.br, mas ponderou que a segurança para os acessos a dados sensíveis na conta ouro precisa ser reforçada.

11 de maio de 2023

Provocações, insights e mente aberta!

Depois de uma semana na SXSW 2024, as perguntas que eu mais escutei no meu retorno foram: o que você trouxe como respostas sobre o uso da tecnologia, em especial sobre Inteligência Artificial?

Por Marcelo Eduardo Cosentprovocações, insights e mente aberta!ino, vice-presidente de Negócios para Segmentos da TOTVS

Refleti sobre isso, e solidifiquei a tese que o evento não é feito para nos dar respostas, mas para provocar e nos trazer mais perguntas.

Um detalhe: a nossa comunidade no evento era grande, ouvíamos muito português por lá. Estima-se que o Brasil foi a segunda maior delegação, e é bem provável.

0 seO perfil do público que circulava pelo evento era, na minha percepção e pelas palestras que acompanhei, profissionais de marketing, CTOs e pessoas ligadas a produtos, muita gente à frente de operações. E, assim como aconteceu comigo, acredito que outros profissionais ali perceberam que pode alterar sua forma de pensar e realizar.

Nesse sentido, quero dividir com vocês alguns insights do que considerei relevante para refletirmos juntos. Tenho minhas convicções, mas tive que questionar muitas delas, especialmente sobre o futuro da tecnologia e a interação dela com as pessoas, sociedade e empresas.

E sim, óbvio, a IA se tornou tema protagonista ou coadjuvante com brilho de tudo que estava rolando. Primeiro, ficou claro que a IA não é apenas uma ferramenta, e sim algo estruturante que modifica fundamentalmente a forma como conduzimos e interagimos com o mundo ao nosso redor.

Até por conta disso, reitero, não é inteligente – desculpe o trocadilho – pensar na IA como um mero instrumento, ou seja, ela precisa ser integrada de forma estratégica em todas as áreas de uma empresa. Não por acaso, a abordagem “AI first” precisa ser estudada, e se tornar realidade para muitos.

Dos bots ao IA complexo

Uma das palestras que mais me impactou foi a de um executivo da IBM, que abordou a “guerra dos bots”. Ele destacou que a IA vai além de simplesmente automatizar processos, ela deve ser capaz de remodelar completamente a maneira como realizamos nossas atividades diárias. Isso me levou a pensar sobre a necessidade de estarmos preparados para essa mudança e de repensarmos nossos modelos de negócios para tirar o máximo proveito das oportunidades que a IA oferece.

Mais, devemos começar a levar à IA temas mais e mais complexos! Entre as diversas soluções interessantes apresentadas, ficou claro que a tecnologia precisa ser estruturada para resolver problemas relevantes, e que façam sentido para o investimento que está sendo feito em seu desenvolvimento. No entanto, isso precisa caminhar com supervisão humana e preceitos de responsabilidade e ética.

Aplicar a IA de forma responsável é essencial. Mas, além disso, é necessário reconhecer que esta tecnologia não prevê o futuro, ela apenas analisa o passado, aprende com isso e executa tarefas com base nesses dados. Portanto, devemos estar cientes de suas limitações e garantir que sua aplicação seja transparente ao máximo.

Ao explorar a feira de exposições, deparei-me com uma infinidade de ideias e protótipos inovadores. Como o exoesqueleto que o exército norte-americano expôs. Polêmico em si, por causa do momento de guerras que estamos vendo pelo mundo, o projeto trouxe a IA como motor de seu experimento.

Não tire conclusões definitivas (ainda)

No entanto, nada substitui a relevância do contato humano e da interação pessoal. Um exemplo: embora tenha visto soluções de recrutamento por IA, continuo acreditando na importância do olho no olho para gerar conexão ao contratar pessoas para a equipe. E isso não tende a mudar. Essa tecnologia pode oferecer subsídios para encontrar profissionais habilitados, entretanto o “feeling” da escolha final é mandatório, pelo menos para mim.

Também reparei em outra coisa, a grande presença sul-coreana no evento é reflexo direto da importância do investimento em educação para impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico de um país. Assim como representa um lembrete importante, de que o sucesso na era da IA dependerá não apenas das tecnologias que desenvolvemos, mas também das bases educacionais que estabelecemos. Afinal, o ser humano é quem coloca as diretrizes, calibra e atua como mentor da inteligência artificial.

Uma das reflexões mais impactantes que quero compartilhar é sobre o papel da IA em nosso mundo. Como foi discutido no evento, se não soubermos controlar adequadamente, ela pode gerar consequências negativas, sim. Portanto, é essencial que a sociedade desenvolva um senso crítico e mecanismos em relação ao uso da tecnologia, e esteja preparada para enfrentar os desafios que surgirem dessa mediação, especialmente no campo da ética.

Para finalizar, a SXSW 2024 é uma experiência transformadora, sempre. Para mim, serviu para recarregar as minhas baterias e me motivar a seguir explorando as oportunidades que a tecnologia oferece.

Para quem quiser ir em 2025, uma dica: você precisa ter a mente aberta, saber que vai andar muito, se frustrar com filas e salas cheias, ser resiliente e entender que não vai entrar em palestras incríveis, mas, sobretudo, e por mais que você tenha sede de respostas, é preciso seguir elaborando novas perguntas e colocar em dúvida tudo que você aprendeu!