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Crescimento de crimes cibernéticos na pandemia: como não ser uma vítima

28 de abril de 2021

Diante da quantidade de casos de crimes cibernéticos no país durante a pandemia, é preciso alertar as pessoas quanto aos cuidados necessários

Por AC Certificaminas

Como sabemos, a pandemia trouxe uma série de problemas para diversos países. Problemas econômicos, políticos, culturais e estruturais, especialmente no setor da saúde. No entanto, no Brasil, desde março de 2020, uma nova preocupação surgiu, agora, no âmbito digital. 

Com as recomendações de isolamento social e com parte da população em casa, as pessoas passam mais tempo conectadas, seja para trabalhar, estudar ou por diversão. 

Assim, com esse aumento no uso da internet, cibercriminosos passaram a observar brechas para aplicar novos golpes, usando, principalmente, indivíduos com poucas experiências on-line como vítimas. 

Golpes bancários, softwares maliciosos, roubo de dados, disseminação de vírus e vários outros crimes têm sido realizados por meio de aplicativos de mensagens, redes sociais, e-mails e sites. Todos feitos por sujeitos que querem tirar algum tipo de vantagem sobre pessoas físicas e jurídicas, na maioria das vezes, por dinheiro. 

Em razão do crescente número de ataques criminosos na internet, trouxemos este artigo. Você verá quais são os golpes mais comuns no ambiente virtual, a legislação que rege os crimes cibernéticos e maneiras para se proteger dos ciberataques neste período de pandemia. 

O que são crimes cibernéticos

Crimes cibernéticos ou cibercrimes são práticas ilícitas que acontecem no ambiente virtual e podem envolver desde invasões de sistema, roubo de dados pessoais, falsidade ideológica, até práticas de injúria cometidas na internet. 

Assim, para que eles sejam realizados, os infratores usam computadores com o objetivo de atingir redes públicas, privadas ou domésticas. 

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os crimes cibernéticos podem ser divididos em três categorias principais:

  • Cibercrimes puros: são aqueles em que o computador é o alvo dos infratores. Ou seja, quando o sistema (pessoal ou corporativo) sofre um ataque. 
  • Cibercrimes mistos: acontecem quando o sistema de computador é usado como “arma” para a prática dessas ações. 
  • Cibercrimes comuns: são aqueles em que o computador é usado como um acessório, apenas para guardar informações ilegais e roubadas. 

Infelizmente, ninguém está impune a fraude e golpes na internet. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem ser vítimas de ciberataques. 

Relação entre a pandemia e o crescimento de crimes cibernéticos

Antes da pandemia, em 2019, o Brasil já era o terceiro país no ranking dos que sofrem mais ataques cibernéticos, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, de acordo com um relatório global divulgado pela Symantec. 

Porém, um ano depois, em 2020, os números de casos de ciberataques cresceram consideravelmente. De acordo com a Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America, empresa que analisa incidentes de segurança cibernética, o Brasil sofreu mais de 3,4 bilhões de tentativas de ataques na internet, de janeiro a setembro de 2020. 

Já a Interpol, de janeiro a abril, detectou mais de 907 mil spams, 737 incidentes relacionados a malwares (softwares maliciosos) e 48 mil links suspeitos. Com relação às denúncias de crimes cibernéticos, de janeiro a dezembro do ano passado, foram registradas 156.692 denúncias anônimas, contra 57.428 em 2019, segundo o Portal G1. 

Esse aumento significativo muito se deve à adoção do home office por várias empresas, às aulas na modalidade de ensino a distância e às horas adicionais que cada pessoa passou no computador ou celular. Especialistas da área afirmam que o uso a mais da internet pelos usuários reacendeu o interesse dos cibercriminosos por este tipo de ataque.

Dentre os golpes mais comuns que aconteceram durante a quarentena estão o pishing, cartões de crédito, WhatsApp clonado, golpe do motoboy e auxílio emergencial falso.  

Crimes cibernéticos mais comuns

Existem diversos tipos de crimes cibernéticos, porém, alguns se tornaram mais comuns entre os criminosos por serem mais fáceis de atrair vítimas. Conheça detalhes de cada um deles. 

Pishing

O pishing é uma das práticas mais frequentes no ambiente virtual. A intenção é fazer com que a pessoa informe todos os seus dados. Para isso, o criminoso envia e-mail informando que ela é a ganhadora de algum prêmio e, para que ela o receba, é necessário enviar suas informações pessoais.  

Os criminosos também reproduzem ambientes digitais existentes de forma quase perfeita. Por isso, o internauta nem desconfia e deixa os dados. Nesse caso, muda-se detalhes na url (link do site). Há outras pequenas diferenças. Uma forma de não cair é conferir se aquele site é mesmo o oficial da empresa. 

O objetivo é fazer a pessoa acreditar que eles precisam dos seus dados para uma finalidade específica, quando na realidade, a ideia é roubá-los para outro propósito. 

Golpe do cartão de crédito ou boleto bancário

Outro muito comum é o golpe do cartão de crédito ou boleto bancário. Na maioria das vezes, ele é feito com um software malicioso que infecta as máquinas com o objetivo de roubar senhas bancárias ou do cartão. 

No caso do de um boleto bancário, os criminosos geram um documento simulando a compra de um e-commerce ou compra que a pessoa fizer. Nesse momento, o código de barras é trocado e o dinheiro pago vai para outra agência e conta. O consumidor só descobre que caiu no golpe quando a empresa cobra o pagamento do produto novamente. 

Mobile Malware

Diferente dos outros golpes, o Mobile Malware trata-se de um vírus desenvolvido por hackers, que se instala nos computadores ou celulares com a função de roubar todas as informações pessoais do usuário, bem como suas senhas e dados bancários. 

Crimes cibernéticos e a Lei Nº 12.737/2012

Lei Nº 12.737/2012, também conhecida como Lei Carolina Dieckmann tipifica crimes ocorridos no ambiente cibernético, como invasão de computadores, produção e disseminação de códigos maliciosos, clonagem de cartões e falsificação de documentos. 

Sancionada em 30 de novembro de 2012, a lei recebeu esse nome depois que a atriz Carolina Dieckmann teve suas fotos íntimas divulgadas na internet por um hacker que invadiu seu computador e exigiu R$ 10 mil para não publicá-las.   

A legislação, portanto, é voltada para a defesa de qualquer cidadão que for submetido a crimes virtuais e delitos informáticos. 

Como se proteger de crimes cibernéticos

Diante da quantidade de casos de crimes cibernéticos no país durante a pandemia, é preciso alertar as pessoas quanto aos cuidados necessários para evitar passar por essas situações. 

A boa notícia é que, na mesma medida em que os ataques crescem, os mecanismos de defesa também melhoram e ajudam o usuário a criar hábitos de proteção na web. 

No artigo sobre vazamento de dados, já falamos de alguns cuidados que também podem ser aplicados aqui. Mas, neste texto, mostraremos outros fatores que também precisam ser considerados. 

Você provavelmente já deve ter recebido no seu WhatsApp links que diziam ser uma coisa, mas quando você clicou apareceu outro conteúdo completamente diferente. Essa prática é muito comum, no entanto, é preciso tomar cuidado. 

Normalmente, quando a pessoa clica no link, ela é direcionada para uma página falsa. Ao entrar na página, uma solicitação para o envio de notificações push é enviada. Quando a vítima concede a permissão, ela permite que o criminoso mande anúncios que geram lucros para ele por meio das visualizações. Além disso, sem querer ela permite o recebimento de novos golpes. 

Cuidado com as promoções falsas

Preços muito baratos e promoções inacreditáveis também merecem atenção especial. Quando a oferta é tentadora e você clica no link do produto, a possibilidade de ele ser um link infectado é muito alta. Caso isso aconteça, podem ser instalados vírus maliciosos, como o Mobile Malware e roubar seus dados pessoais. 

Outra maneira pela qual as pessoas são vítimas de crimes cibernéticos é abrindo e-mails e arquivos desconhecidos. E-mails sobre premiações, promoções ou depósitos são muito suspeitos e escondem um grande risco de se ter o computador ou a rede hackeados. Por isso, evite abri-los e exclua-os imediatamente. 

Certificado digital evita crimes cibernéticos

Já falamos algumas vezes sobre as funcionalidades do certificado digital para a segurança das informações confidenciais, e aqui não poderia ser diferente. É preciso lembrar que ele garante a confiabilidade dos dados em transações eletrônicas tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Além disso, graças à criptografia presente nos certificados, é possível assinar e enviar documentos para assinatura de forma totalmente segura, pois somente o emissor e o receptor é que tem acesso às chaves criptográficas. 

A segurança nas transações e nas atividades burocráticas é fator primordial para pessoas físicas, empresários e autônomos. O certificado digital, portanto, é a ferramenta que garante que as informações trocadas no ambiente virtual ficarão protegidas de qualquer tentativa de crime cibernético. 
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Fonte: AC CERTIFICAMINAS

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Fortalecer a rede de parceiros e oferecer sempre mais do que o esperado são algumas das ações que colocam a Certificaminas entre os principais players do mercado de identificação digital no Brasil.


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