A participação da diretoria da World Health Expo (WHX), realizada em fevereiro em Dubai, funcionou como etapa estratégica na preparação da Hospitalar 2026, que acontece de 19 a 22 de maio, no São Paulo Expo.
O evento internacional, organizado pela Informa Markets, consolidou tendências que já vinham sendo discutidas globalmente: inteligência artificial aplicada à eficiência operacional, amadurecimento das estratégias de cibersegurança e fortalecimento da governança digital no setor de saúde.
Mais do que observar inovações, a presença em Dubai permitiu filtrar o que efetivamente dialoga com a realidade latino-americana — especialmente em um ambiente marcado por restrições orçamentárias, pressão regulatória e necessidade de modernização estrutural.

Saúde como infraestrutura crítica
A transformação digital da saúde avança em ritmo acelerado, mas carrega uma particularidade: trata-se de um setor de infraestrutura crítica. Hospitais operam 24 horas por dia, lidam com dados sensíveis e não podem sofrer interrupções operacionais.
Nesse contexto, cibersegurança deixa de ser camada acessória e passa a integrar o núcleo estratégico da gestão hospitalar. Controle de acesso, autenticação forte de profissionais, segregação de privilégios e rastreabilidade de ações tornam-se elementos centrais para mitigar riscos de fraude, vazamentos e incidentes operacionais.
Ao mesmo tempo, a expansão do prontuário eletrônico, da prescrição digital e da troca estruturada de dados clínicos exige mecanismos de identidade digital e assinatura eletrônica com reconhecimento jurídico.
A eficiência tecnológica só se sustenta quando acompanhada de governança.
Hospitalar 2026: tradução de tendências em aplicação prática
Se a WHX funcionou como radar global, a Hospitalar 2026 se posiciona como plataforma de aplicação concreta dessas discussões no Brasil e na América Latina.
A edição de 2025 já havia evidenciado o fortalecimento de soluções voltadas à digitalização segura, interoperabilidade e proteção de dados. Para 2026, a expectativa é aprofundar o debate sobre infraestrutura de confiança, identidade digital e conformidade regulatória — pilares indispensáveis para a sustentabilidade da transformação digital no setor.
O ambiente hospitalar brasileiro precisa atender simultaneamente às normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), às diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), às políticas do Ministério da Saúde e às exigências da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), no contexto da LGPD.
Além disso, instituições que operam em múltiplos países precisam garantir que seus documentos eletrônicos e fluxos digitais estejam em conformidade com regulações locais específicas, ampliando a complexidade da governança.
Identidade digital e documentos com respaldo legal
A digitalização hospitalar não se limita à adoção de novos sistemas. Ela exige identidade confiável para profissionais de saúde, mecanismos estruturados de controle de acesso e assinaturas eletrônicas com validade jurídica reconhecida.
Sem esses elementos, prontuários eletrônicos, prescrições digitais e laudos online tornam-se vulneráveis do ponto de vista regulatório e operacional.
Durante a Hospitalar 2025, a Soluti, referência nacional em certificação digital em processos críticos no setor da saúde apresentou soluções de certificação digital em nuvem voltadas à simplificação da assinatura eletrônica e à integração com sistemas hospitalares. Modelos como o Bird ID Pro demonstram como é possível combinar fluidez para o profissional de saúde com governança institucional, trilhas de auditoria e conformidade normativa.
O avanço desse tipo de solução indica uma mudança de maturidade do setor: não basta digitalizar processos — é preciso estruturar uma arquitetura de confiança que sustente juridicamente cada ato clínico realizado no ambiente eletrônico.
Um novo ciclo para o setor
A Hospitalar 2026 tende a consolidar um momento de transição. Inteligência artificial, interoperabilidade e inovação clínica seguem relevantes, mas passam a caminhar lado a lado com segurança cibernética, identidade digital e conformidade regulatória.
A experiência internacional em Dubai reforçou que o futuro da saúde digital não será definido apenas por tecnologia, mas pela capacidade de construir ambientes seguros, auditáveis e juridicamente sustentáveis.
Para o mercado brasileiro, o desafio agora é transformar essa visão estratégica em implementação prática — com eficiência, segurança e confiança institucional.
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Com informações da Saúde Business

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