Expansão da Assinatura GOV.BR acelera a digitalização de serviços públicos e privados e evidencia a ampla adesão da população brasileira às assinaturas eletrônicas. Paralelamente, o Comitê Gestor da ICP-Brasil, composto majoritariamente por representantes de instituições públicas federais, fortalece o posicionamento da assinatura qualificada baseada em certificado digital ICP-Brasil como padrão de maior robustez jurídica e tecnológica diante do avanço de fraudes digitais, deepfakes e identidades sintéticas
O Governo Federal anunciou que a plataforma de Assinatura GOV.BR ultrapassou a marca histórica de 500 milhões de assinaturas eletrônicas realizadas desde a criação do serviço. O crescimento acelerado da solução administrada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) evidencia a consolidação da identidade digital como infraestrutura essencial para a transformação digital do Estado brasileiro.
Segundo dados divulgados pelo governo, o volume de assinaturas eletrônicas cresceu exponencialmente nos últimos anos. Em 2021, o sistema registrava apenas 275 mil assinaturas. Em 2025, o número superou 214 milhões de operações realizadas em um único ano. A projeção para 2026 também aponta forte expansão.
O avanço da plataforma demonstra que a assinatura eletrônica deixou de ser uma ferramenta restrita a nichos corporativos ou ambientes governamentais especializados e passou a integrar o cotidiano da população brasileira em operações administrativas, contratuais e de acesso a serviços públicos digitais.
Para Rogério Mascarenhas, secretário da Secretaria de Governo Digital do MGI, a adesão massiva ocorre em função da praticidade da ferramenta.

“Essa solução possibilita que você assine um documento com validade jurídica do seu celular, em qualquer lugar. Isso simplifica a vida das pessoas, pois é um serviço acessível e fácil de ser utilizado, além de eliminar o custo com cartório”, afirmou o secretário.
A expansão da plataforma acompanha um movimento internacional de digitalização de serviços públicos e identidade eletrônica.
O uso da solução brasileira já alcança inclusive cidadãos que vivem no exterior, como brasileiros residentes em Portugal que utilizam o GOV.BR para assinatura de documentos e acesso a serviços públicos digitais.
Ao mesmo tempo em que o país amplia a adoção das assinaturas eletrônicas, também amadurece institucionalmente a compreensão sobre os diferentes níveis de confiança envolvidos nesse ecossistema.
Entenda os tipos de assinatura eletrônica previstos no Brasil
A Lei nº 14.063/2020 estabelece três categorias principais de assinatura eletrônica no país, cada uma adequada a diferentes níveis de risco, criticidade e exigência regulatória.
Assinatura eletrônica simples
Utilizada em operações de baixo risco e menor criticidade, normalmente baseada em login e senha ou mecanismos básicos de autenticação.
Assinatura eletrônica avançada
Exige mecanismos adicionais de autenticação capazes de associar o signatário ao documento eletrônico, incluindo biometria, múltiplos fatores ou validações adicionais. Grande parte das assinaturas realizadas com contas GOV.BR nível Prata ou Ouro enquadra-se nessa categoria
Assinatura eletrônica qualificada
Representa o mais elevado nível jurídico e tecnológico previsto na legislação brasileira. A assinatura qualificada é realizada obrigatoriamente com certificado digital emitido no âmbito da ICP-Brasil, baseada em criptografia assimétrica e padrões internacionais de Public Key Infrastructure (PKI).
Na prática, o amadurecimento do mercado e o avanço das ameaças digitais consolidaram o entendimento de que diferentes tipos de transação exigem diferentes níveis de garantia probatória
Mecanismos exclusivamente biométricos ou baseados apenas em atributos biográficos podem atender diversos fluxos operacionais modernos, mas ambientes críticos passaram a demandar estruturas criptográficas mais robustas, auditáveis e revogáveis.
A conta Ouro do GOV.BR possui papel estratégico no ecossistema brasileiro de identidade digital, especialmente quando vinculada a um certificado ICP-Brasil. Nesse modelo, a autenticação passa a utilizar uma credencial criptográfica emitida dentro da cadeia oficial da ICP-Brasil, ampliando segurança, rastreabilidade e valor probatório nas transações eletrônicas. O padrão aproxima o Brasil de modelos internacionais de assinatura qualificada adotados em setores regulados, como financeiro, jurídico, governamental e infraestrutura crítica.
Avanço de normas regulatórias da ICP-Brasil
O aumento de fraudes digitais impulsionadas por inteligência artificial, deepfakes, engenharia social automatizada e identidades sintéticas vem elevando globalmente a exigência sobre mecanismos de autenticação, identificação e preservação probatória em transações eletrônicas.
Nesse contexto, ganha relevância a aprovação em 29 de abril de 2029, pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil, de um novo arcabouço de segurança tecnológica para os processos de emissão de certificados digitais no Brasil.
O Comitê Gestor, responsável pela governança da infraestrutura nacional de certificação digital, é composto majoritariamente por representantes de instituições públicas federais, incluindo órgãos estratégicos do governo ligados à Casa Civil, segurança institucional, economia, justiça, gestão pública e transformação digital.
A atualização das regras demonstra que o avanço das assinaturas eletrônicas no país não ocorre apenas pela ampliação do uso do GOV.BR pela população, mas também por uma ação coordenada do Estado brasileiro para elevar os níveis de segurança, confiabilidade e robustez probatória das identidades digitais utilizadas em operações eletrônicas críticas.
As novas regras incorporam múltiplas camadas de verificação, incluindo biometria facial com detecção de liveness, proteção contra deepfakes e ataques de injeção biométrica, videoconferência com criptografia ponta a ponta, validação cruzada em bases oficiais nacionais como CIN, ICN e CNH, verificação documental automatizada, trilhas de auditoria, sincronização temporal com a Fonte Confiável do Tempo da ICP-Brasil e mecanismos antifraude integrados entre Autoridades Certificadoras e Prestadores de Serviço Biométrico.
O conjunto normativo aproxima o Brasil dos padrões internacionais mais avançados de identidade digital de alta confiança, alinhados a frameworks como o eIDAS 2.0 europeu, consolidando de forma definitiva a diferenciação técnica, jurídica e probatória entre os diversos níveis de assinatura eletrônica existentes no país.
AR Eletrônica deve impulsionar nova expansão da certificação digital no Brasil
Outro movimento relevante dentro da evolução recente da ICP-Brasil foi em 29 de abril de 2026 a aprovação da AR Eletrônica pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil.
A nova modalidade permite que todo o processo de emissão de certificados digitais seja realizado remotamente, com validações biométricas e biográficas em ambiente digital, eliminando a necessidade de deslocamento físico do titular.
Na prática, a medida tende a reduzir custos operacionais do processo de emissão, ampliar a conveniência para o cidadão e acelerar a expansão do número de titulares de certificados digitais ICP-Brasil entre pessoas físicas.
Consolidação de um ecossistema nacional de confiança digital
O crescimento das assinaturas eletrônicas no Brasil evidencia não apenas a aceleração da digitalização dos serviços públicos e privados, mas também a maturidade institucional do país no campo da identidade digital e da infraestrutura de confiança.
Hoje, o mercado já diferencia com clareza os níveis de assinatura eletrônica conforme risco, exigência regulatória e robustez probatória. Enquanto assinaturas avançadas atendem operações cotidianas, ambientes críticos e transações de maior valor seguem demandando assinatura qualificada baseada em certificado digital ICP-Brasil.
Nesse cenário, a expansão do GOV.BR, da CIN, da AR Eletrônica e das credenciais ICP-Brasil consolida o Brasil entre os ecossistemas mais avançados do mundo em identidade digital e autenticação eletrônica.
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