Executivos da Thales analisam em ID Talk com Crypto ID por que identidade digital deixou de ser tecnologia de suporte e passou a ser o principal mecanismo de proteção de negócios
No dia 24 de abril de 2026, diretamente do estúdio do Crypto ID, a entrevista com executivos da Thales aprofundou um dos temas mais críticos discutidos no IAM Tech Day Brasil 2026: identidade como controle de acesso e, sobretudo, como controle de risco.

Conduzida por Regina Tupinambá e Susana Taboas, a conversa com Sérgio Muniz, Vice-presidente de vendas de gestão de identidades e acesso da Thales na América Latina e Renato Antunes CISSP, Gerente global de produto FIDO da Thales demostraram, na prática, como terceiros, autenticação forte e novas arquiteturas como FIDO e PKI estão redefinindo a segurança de operações críticas.
Identidade deixou de ser suporte, agora definindo o risco do negócio
Logo na abertura, o tom foi direto: identidade não é mais um componente técnico isolado. Ela passou a determinar quem acessa, como acessa e, principalmente, qual é o nível de exposição da organização.
A discussão evoluiu a partir de um ponto sensível, uma vez que segundo o Relatório Thales de Ameaças 2025, mais de 60% dos incidentes recentes têm origem em terceiros. Esse dado, destacado durante a entrevista, evidencia uma mudança estrutural, o risco já não está apenas dentro da empresa, mas nas conexões que ela estabelece.
Nesse contexto, a identidade assume um papel central: não apenas autenticar, mas governar acessos, validar contextos e reduzir superfícies de ataque.
Terceiros: o elo crítico que ainda escapa à governança
O primeiro bloco da entrevista expôs uma fragilidade recorrente: a gestão de identidade de terceiros ainda não acompanha a complexidade dos ecossistemas digitais.
A provocação feita aos executivos foi direta: o problema é tecnologia ou governança? A resposta aponta para uma combinação dos dois fatores, mas com um agravante: muitas empresas ainda tratam identidade como operação de TI, quando, na prática, ela deveria estar no centro da estratégia de risco.
A discussão também trouxe um ponto-chave: a identidade é o único elemento capaz de conectar usuário, dispositivo, contexto e privilégio em uma única camada de controle.
Autenticação forte: o que realmente muda na prática
Ao avançar para o segundo bloco, a conversa saiu do diagnóstico e entrou na aplicação real. Soluções como MFA, autenticação adaptativa, tokens FIDO e plataformas como SafeNet Trusted Access foram apresentadas não como tendências, mas como mecanismos concretos de redução de risco.
Um ponto relevante: a autenticação multifator não elimina riscos, ela reduz drasticamente a probabilidade de comprometimento inicial. Já a autenticação adaptativa introduz uma camada decisória dinâmica: o acesso deixa de ser binário e passa a considerar comportamento, localização e padrão de uso.
Tokens, FIDO e PKI: o novo equilíbrio da autenticação
O terceiro bloco foi o mais técnico e também o mais estratégico, explorando a convivência entre três modelos de autenticação:
- FIDO (passwordless, resistente a phishing e focado em transações críticas especialmente com a versão biométrica);
- PKI (baseado em certificados digitais, com alto nível de garantia e conformidade);
- GrIDSure (modelo visual de autenticação com menor custo operacional e uma robustez adequada a muitos casos de uso, especialmente Call Center).
O ponto central não foi escolher um vencedor, mas entender o equilíbrio entre eles. A análise apresentada mostra um cenário claro:
- FIDO ganha espaço em ambientes web e cloud, para trazer robustez à cenários de transações críticas para a organização;
- PKI permanece como padrão ouro para operações críticas e assinatura digital;
- Modelos híbridos surgem como resposta prática às demandas do mercado.
A própria Thales já posiciona essa convergência com dispositivos híbridos, capazes de operar com FIDO e certificados digitais no mesmo token.
Passwordless não elimina tudo, coexistência é a realidade
Um dos pontos mais relevantes da entrevista foi a quebra de uma narrativa comum: o futuro não será exclusivamente sem senha. Na prática, o que se desenha é um modelo de múltiplas camadas, onde diferentes tecnologias coexistem de acordo com o nível de criticidade da operação, mas definitivamente as senhas deixarão de existir para a imensa maioria dos casos de uso visando redução do custo de Help Desk.
Para operações financeiras, tesouraria e ambientes regulados, a combinação entre: autenticação forte, dispositivos físicos e certificados digitais, continua sendo o padrão mais robusto. O token FIDO Bio surge como uma opção relevante pela integração com a imensa maioria dos sistemas existentes nas grandes corporações.
Casos reais e o que já está acontecendo
No bloco final, a discussão se desloca para a prática: autenticação forte já evitou incidentes relevantes, e isso não é mais exceção. Setores como financeiro, governo e grandes indústrias lideram essa adoção, pressionados por compliance, risco operacional e ataques cada vez mais sofisticados.
Outro ponto importante: o crescimento dos ecossistemas digitais não aumenta apenas o risco, ele muda completamente a forma de gerenciá-lo. E nesse novo cenário, identidade passa a ser o principal ponto de controle.
Fechamento: identidade é, definitivamente, controle de risco
A entrevista deixa uma conclusão clara: identidade digital não é mais sobre login e senha, é sobre proteger o negócio. A escolha da tecnologia de autenticação define, na prática, o nível de exposição da organização. E, como ficou evidente após o IAM Tech Day Brasil 2026, essa discussão deixou o campo técnico e passou a ocupar o centro da estratégia corporativa.
Sobre a Thales

A Thales (Euronext Paris: HO) é líder global em tecnologias avançadas especializadas em três domínios de negócios: Defesa e Segurança, Aeronáutica e Espaço e Segurança Cibernética e Identidade Digital. Ela desenvolve produtos e soluções que ajudam a tornar o mundo mais seguro, mais verde e mais inclusivo. O Grupo investe perto de € 4 bilhões por ano em Pesquisa e Desenvolvimento, particularmente em áreas-chave de inovação, como IA, segurança cibernética, tecnologias quânticas, tecnologias de nuvem e 6G. A Thales tem perto de 81.000 funcionários em 68 países. Em 2023, o Grupo gerou vendas de € 18,4 bilhões.
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