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5 aplicações do Blockchain além da criptomoeda

30/10/2019

Estudo da Fisher Venture Builder aponta que a tecnologia Blockchain tem potencial de revolucionar mercados como o de saúde e o de investimentos

É impossível não associar o Blockchain às criptomoedas. Essa tecnologia foi introduzida no mercado em 2008 com o anúncio do Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida. Até hoje, é por meio do Blockchain que as transações de Bitcoin são asseguradas, usando uma rede de registros rastreáveis e sem a necessidade de intermediação de uma entidade ou órgão regulador.

O que pouca gente sabe é que, por ser uma arquitetura de dados que não permite alteração ou cópia de informações, algo que comumente acontece em outros ambientes digitais, o Blockchain é uma tecnologia segura e que pode ter muitas outras aplicações além das criptomoedas. Essa tecnologia reduz a complexidade de operações e permite maior controle e rastreabilidade das informações, além de ser muito segura – não à toa, o blockchain é conhecido como ‘protocolo de segurança’.

“Houve muita exploração de possíveis soluções que utilizem blockchain, e aos poucos começam a ficar mais claros os reais usos da tecnologia, em vários setores. É importante entender que sendo uma nova tecnologia ainda há muito o que melhorar em usabilidade e até mesmo na credibilidade perante os usuários, mas ao mesmo tempo há um número exponencialmente crescente de desenvolvedores dedicados, e em muito breve começaremos a ver mudanças relevantes a modelos de negócios de vários setores, como saúde, investimentos e até o agronegócio”, explica Carlos Gamboa, cofundador da Fisher Venture Builder.

O report “Blockchain”, recém lançado pela Fisher Venture Builder, aponta tendências e outros usos dessa tecnologia que começam a despontar em vários segmentos.

Investimentos

No mercado financeiro o uso de Blockchain tem potencial de provocar grandes transformações, segundo o report da Fisher. Com essa tecnologia será muito mais fácil “fracionar” e transacionar as frações de um ativo, desde ações de empresa, até uma propriedade imobiliária, o que por consequência traz mais liquidez, reduz os custos de transação e torna mais universal o acesso a diversos ativos.

Outra aplicabilidade levantada pelo report são as transações globais desses ativos que poderiam ser feitas por pessoas em qualquer lugar do mundo. Ou seja, para o mercado de investimentos o Blockchain pode representar uma injeção de liquidez e universalização de acesso para negociações de diversos ativos.

Saúde

Uma das características do Blockchain é a rede distribuída de registro de dados. Esse fator resolveria um problema bastante comum na saúde: a gestão de registros médicos. Dificilmente os pacientes têm o controle de acesso ao seus histórico de saúde em uma base única, onde o paciente é o detentor da informação – exames, laudos, apontamentos médicos e receitas geralmente estão espalhados nos diversos prestadores por onde o paciente circulou ou ainda em registros físicos.

Com o uso do Blockchain todo esse conjunto de dados poderia ser compilado num único lugar, facilitando o acesso e, principalmente, empoderando o paciente a disponibilizar seus dados a seu critério, em ocasiões em que isso possa levar a um aumento da assertividade dos tratamentos.

Logística

Assim como na saúde, o setor logístico envolve diversos prestadores de serviços, geografias, nacionalidades. Uma rede compartilhada como o Blockchain permitiria a melhor acompanhamento e certificação de toda a cadeia, além de origem, destino e tipo de produto transportado. Isso garante uma cadeia idônea e transparente.

Agrotech

Nesse setor o principal benefício é a transparência e a procedência das commodities. O histórico completo de um determinado tipo de grão, por exemplo, pode ser rastreado com o uso do Blockchain, possibilitando ao comprador saber a origem, qualidade e condições de armazenamento.

Internet das Coisas – IoT

O blockchain possibilita a criação de sistemas de micro-pagamentos entre dispositivos, o que permite que estes dispositivos realizem tarefas em benefício da rede, e sejam “remunerados” por isso. Em outras palavras, seria possível uma geladeira gerar informações sobre o ambiente em que se encontra, informando a um termostato se deveria ligar o ar-condicionado. Esse mesmo termostato pode contatar a central mais próxima dos bombeiros caso detecte um potencial de incêndio. Isto tudo automaticamente!. Isso é de extrema relevância em um mundo onde, até 2025, a expectativa é que tenhamos 25 bilhões de dispositivos conectados – de celulares e computadores até geladeiras e sistemas de iluminação.

O uso da tecnologia vai transformar setores e terá relevância, também, no que se refere à Lei Geral de Proteção de Dados. “O Blockchain conta com uma rede de validação multipontos, ou seja, não há intermediários no processo. Por ser descentralizado, há muito mais segurança porque as informações não estão armazenadas em um único ponto e com a possibilidade de  de serem acessadas por terceiros. No caso de pacientes, por exemplo, a liberação de um prontuário na cadeia do blockchain, em pacotes distribuídos e criptografados, é feita mediante autorização e abre somente os dados relevantes naquele momento. O usuário é realmente dono dos próprios dados pois é o único que possui a chave que junta e decodifica esses pacotes de informação, como define a LGPD” completa Gamboa.

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