O Open Gateway não resolve todo o problema, mas traz ganhos operacionais relevantes quando é usado como camada complementar de segurança
Na assinatura eletrônica, Open Gateway pode reduzir fraude de assinatura porque transforma sinais da rede móvel em evidências adicionais para decidir se uma assinatura deve seguir, pedir validação extra ou ser interrompida.
Em vez de confiar apenas em e-mail, OTP ou número digitado manualmente, o fluxo passa a consultar APIs padronizadas de operadoras, como Number Verification, SIM Swap e KYC, para verificar coerência entre linha, dispositivo e contexto da operação. Para contratos remotos, isso adiciona uma camada técnica de autenticação sem elevar tanto o atrito do usuário.
Resumo
- Open Gateway usa APIs de telecom para reforçar verificação de identidade em assinaturas remotas.
- Number Verification, SIM Swap e KYC ajudam a identificar riscos antes da assinatura final.
- A adoção exige consentimento, integração segura, regras de risco, fallback e observabilidade.
- Os KPIs mais úteis incluem fraude confirmada, conversão, tempo de conclusão e falsos positivos.
Fatos rápidos
- Segundo o TJDFT, uma operadora foi condenada após falha que permitiu SIM swap e transferência indevida de linha.
- De acordo com a PCDF, investigação identificou mais de 180 chips habilitados com dados de terceiros e pelo menos 13 vítimas.
- Segundo o NIC.br, golpes de clonagem de conta em WhatsApp podem usar a técnica de SIM swap para recuperar acesso via SMS.
Como o Open Gateway reduz a fraude de assinatura?
Open Gateway é uma iniciativa que padroniza APIs de rede para que empresas consigam consumir capacidades de telecom com regras mais previsíveis, autenticação e governança.
No combate à fraude, isso permite usar a rede como fonte de contexto em tempo real. Segundo a Linux Foundation, a primeira meta-release oficial do CAMARA reuniu 25 APIs em 13 subprojetos, incluindo SIM Swap e Number Verification, o que ajuda a entender a base técnica que sustenta o Open Gateway em ambientes corporativos.
Em fluxos de assinatura, o ganho aparece quando a plataforma deixa de tomar decisão com um único sinal fraco e passa a combinar evidências. A API de Number Verification pode confirmar se o número móvel está ligado ao SIM do dispositivo em uso, enquanto a SIM Swap sinaliza troca recente de chip ou linha. Já KYC ajuda a reforçar a consistência cadastral.
Essa combinação reduz a chance de assinatura autorizada com linha sequestrada, conta assumida por terceiro ou onboarding criado com dados inconsistentes.
O papel de Number Verification, SIM Swap e KYC
De acordo com a documentação da GSMA, a API Number Verification verifica o número móvel atualmente alocado ao SIM no dispositivo do usuário final. Isso elimina parte da dependência de código por SMS e reduz exposição a desvios de autenticação. Já a SIM Swap funciona como alerta de risco: se houve troca recente de chip, o sistema pode exigir uma etapa adicional. Em paralelo, o KYC ajuda a cruzar identidade, titularidade e dados declarados antes de liberar a assinatura.
| API | O que sinaliza | Uso no fluxo de assinatura | Ação recomendada |
| Number Verification | Compatibilidade entre número e SIM do dispositivo | Validação silenciosa antes do aceite | Aprovar ou seguir para etapa seguinte |
| SIM Swap | Troca recente de chip ou linha | Detecção de risco de takeover | Step-up, espera ou bloqueio |
| KYC | Consistência cadastral e de identidade | Onboarding e assinatura sensível | Solicitar validação adicional |
Etapas práticas de adoção sem quebrar conversão
O primeiro passo é mapear em que ponto o risco realmente afeta o negócio. Em contratos de baixo valor, o sinal de rede pode ser apenas mais um fator de score. Em contratos de alto impacto, pode virar requisito para seguir adiante.
Depois disso, é necessário registrar consentimento, definir finalidade do tratamento, escolher o provedor de integração e documentar o comportamento do motor de risco. Esse desenho conversa bem com processos de API de assinatura eletrônica e com rotinas de gestão de contratos.
Coleta de consentimento e integração
A coleta de consentimento não deve ser tratada como detalhe visual. Ela precisa deixar claro que haverá consulta a sinais de rede para prevenção a fraude e segurança da operação. Depois, a integração deve ser feita com autenticação forte entre sistemas, logs correlacionados e retenção mínima de dados.
Em vez de salvar payload completo, faz mais sentido persistir resultado, timestamp, motivo de decisão e identificador técnico. Essa lógica fica alinhada com práticas de LGPD na assinatura digital e de criptografia de dados.
Regras de risco, fallback e logs
Nem todo retorno suspeito deve gerar bloqueio imediato. Em muitos cenários, o melhor caminho é o step-up, com selfie, biometria, documento ou revisão manual. Se a API ficar indisponível, o fluxo precisa ter um fallback definido. Aprovar tudo por ausência de resposta tende a aumentar risco; bloquear tudo pode derrubar vendas. O ideal é manter regras por criticidade, canal e valor do contrato.
| Cenário | Sinal recebido | Resposta do sistema | Objetivo |
| Onboarding padrão | Number Verification positivo | Prosseguir sem atrito extra | Ganhar conversão |
| Assinatura sensível | SIM Swap recente | Step-up com biometria ou revisão | Reduzir fraude |
| API indisponível | Sem resposta | Fallback por score ou fila manual | Manter continuidade |
Exemplos práticos de onboarding e assinatura remota
No onboarding, uma empresa pode validar o número no momento em que o usuário abre o fluxo no celular, antes mesmo de enviar um contrato ou ativar a conta. Já na assinatura remota, a checagem pode ocorrer quando o signatário acessa o link final.
Se o número estiver coerente, o processo segue. Se houver troca recente de SIM, a plataforma aciona verificação adicional. Segundo a Anatel, a portabilidade passou a exigir confirmação por SMS em até seis horas para reduzir fraudes ligadas ao sequestro de linha, o que reforça a relevância desse vetor.
Há sinais de uso real em escala. Em reportagem da Convergência Digital, Itaú e TikTok aparecem entre os casos citados de adoção de Open Gateway para validação e antifraude, com destaque para SIM Swap, KYC e verificação de número em operações de prevenção e autenticação. Isso não elimina a necessidade de outras camadas, mas mostra que o modelo já saiu do campo conceitual e está sendo usado para reduzir atrito e melhorar a qualidade da decisão.
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KPIs e revisão contínua mantêm o modelo eficiente
Depois da implantação, o ponto central é medir. Os principais KPIs são taxa de fraude confirmada, taxa de falsos positivos, conversão por etapa, tempo médio de conclusão e volume de casos enviados para revisão manual.
Também vale acompanhar latência da API, taxa de erro por operadora e impacto por canal. Se a regra endurece demais, a operação perde contratos bons. Se afrouxar demais, aumenta a contestação. Por isso a revisão deve ser contínua, com apoio de observabilidade, auditoria e análise periódica das regras.
Open Gateway não resolve sozinho todo o problema, mas traz ganhos operacionais relevantes quando é usado como camada complementar de segurança, com finalidade clara, consentimento, minimização de dados e atualização constante das regras.
Em cenários de fraude assinatura, isso significa decidir melhor, reduzir retrabalho e equilibrar segurança com conversão. Para aprofundar esse tipo de implementação em um fluxo real de documentos, vale entender como funciona a solução de assinatura eletrônica da ZapSign.
Perguntas frequentes (FAQ)
Open Gateway substitui biometria, OTP e outras camadas de autenticação?
Não. Open Gateway tende a funcionar melhor como fonte adicional de contexto. Ele ajuda a verificar sinais da rede e a reduzir a dependência de fatores frágeis, mas a decisão final costuma ficar mais consistente quando combina logs, device, histórico, biometria ou revisão manual em casos de maior risco.
Number Verification serve apenas para onboarding?
Não. Embora seja muito útil em onboarding, ele também pode ser aplicado em assinatura remota, recuperação de conta, aceite de aditivo e validação de ações sensíveis. O uso depende do desenho do fluxo e do nível de evidência necessário para cada etapa.
Quando a API de SIM Swap deve bloquear a assinatura?
Isso depende da política de risco. Em muitos casos, o melhor caminho não é bloquear de imediato, e sim acionar step-up ou fila manual. O bloqueio costuma ser reservado para situações em que o contrato, o canal ou a combinação de sinais indiquem exposição mais alta.
Quais cuidados de LGPD precisam ser observados?
Os principais cuidados incluem finalidade específica, transparência sobre a verificação, minimização de dados, controle de acesso, retenção proporcional e registro das decisões automatizadas. Também é recomendável revisar contratos com fornecedores e garantir trilha de auditoria para cada consulta feita.
Quais métricas mostram se o uso de Open Gateway está funcionando?
Os indicadores mais úteis são queda de fraude confirmada, redução de contestação, melhora na conversão, menor tempo de conclusão e taxa de falsos positivos sob controle. Também convém medir a indisponibilidade da API, latência e impacto no volume de revisões manuais.
Sobre a ZapSign

Criada em 2020, a startup brasileira ZapSign permite às empresas enviar documentos para serem assinados por meio de aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e-mail ou qualquer outro canal de comunicação. Com mais de 2 milhões de usuários ativos e mais de 40 milhões de documentos assinados, a plataforma apresenta interface simples e intuitiva, além de excelente custo-benefício.
Dentre os clientes, estão algumas das maiores empresas do país, como Itaú, Grupo GPA, Greenpeace, L’Oréal Brasil, Unimed e Rappi. Iniciou seu processo de internacionalização em 2021 e, atualmente, conta com clientes em 21 países. Eleita a quarta melhor startup para jovens trabalharem no Brasil, segundo o ranking Employer for Youth (EFY). ZapSign faz parte do Grupo Truora, uma empresa com mais de 6 anos de experiência na geração de soluções tecnológicas que simplificam a comunicação entre clientes, usuários, fornecedores ou colaboradores.
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