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Banco do Brasil aposta no uso do NFC para pagamentos móveis

Banco do Brasil aposta no uso do NFC para pagamentos móveis

24/02/2016
Gustavo - Banco do Brasil

Gustavo Fosse |  Gerente Geral de TI do Banco do Brasil

A instituição é pioneira nos estudos e experimentos sobre a utilização da tecnologia, aplicada a smartphones

No Banco do Brasil, os experimentos e estudos sobre a utilização da tecnologia NFC em dispositivos móveis começaram há alguns anos, em meados de 2011.

Em 2014, já era possível realizar transferências financeiras utilizando NFC – Near Field Communication, no BB Mobile Banking. O cliente BB passou a ter a opção de realizar transferências entre contas sem a necessidade de digitar quaisquer dados, uma vez que as informações passaram a ser capturadas e transferidas via NFC.  A partir de então, basta que dois clientes aproximem seus smartphones Android com NFC e a comunicação é estabelecida automaticamente, sem necessidade de configurações adicionais.

Em março de 2015, o Banco do Brasil lançou a mais inédita das soluções no mercado bancário: o pagamento de compras em lojas físicas por aproximação de um smartphone com tecnologia NFC a um terminal de pagamento, que pode ser feito na função débito ou crédito, por meio de cartões virtuais de várias bandeiras, nos moldes de uma compra com um cartão físico tradicional.

Estamos inserindo o conceito de cartão virtual embarcado em dispositivos moveis. O cliente pode utilizar cartões Ourocard de mais de uma bandeira e realizar operações de débito e de crédito com seu celular, sem ter que tirar o cartão físico do bolso”, afirma Gustavo Fosse, Gerente Geral de Engenharia e Construção de TI do BB. 

O estabelecimento comercial deve utilizar uma máquina habilitada com a tecnologia NFC e o cliente realiza suas compras nos mesmos moldes do cartão plástico tradicional. Assim que o lojista informar os valores e formas de pagamento, o cliente aproxima seu celular com o cartão escolhido ao POS e realiza a operação via NFC. Hoje, mais de 85% das máquinas de venda estão aptas a realizar transações utilizando NFC.

Caso o cliente não possua smartphone, o Banco também disponibiliza cartões físicos da bandeira Visa com tecnologia NFC, cujo procedimento é idêntico ao realizado com o smartphone. Para transações acima de R$50,00 é necessário a impostação de senha.

Para Rogério Panca, Diretor de Meios de Pagamento da Instituição, “queremos cada vez mais ampliar a oferta de soluções inovadoras e modernas aos nossos clientes, dentro do conceito de Banco Digital, no momento de pagar suas compras. O pagamento por aproximação com uso de um celular com NFC faz parte da nossa estratégia de oferecer mais comodidade, conveniência e simplicidade nas transações de nossos clientes, com toda a segurança.”

Um aspecto interessante a ser destacado é a segurança deste tipo de transação. O cartão apresentado no visor do celular é mascarado para que as informações não sejam visualizadas por terceiros. No momento da transação é utilizada a tecnologia de Tokenização, ou seja, o número do cartão é substituído por outro número aleatório, chamado de token, com validade somente para aquela transação. Com este tipo de tecnologia a transação torna-se mais segura, não expondo o número do cartão original.

Identificação Digital no autoatendimento: soluções diferenciadas para os clientes

Os bancos tem buscado oferecer aos seus diversos segmentos de clientes, acesso fácil, rápido e seguro em todos os seus canais de atendimento. Neste cenário, o Banco do Brasil desenvolveu um terminal conceito de autoatendimento, denominado Bio – 001. Nele, o cliente é reconhecido pela biometria facial e suas transações são autenticadas pelas biometria da íris e voz.

A biometria multimodal disponível no Bio – 001 agrega segurança no relacionamento do Banco do Brasil com seus clientes, proporcionando-lhes um atendimento mais ágil e cômodo, uma vez que não se faz necessário o uso de cartões e a impostação de senhas.

Encontra-se em desenvolvimento um lote destes terminais, que serão disponibilizados aos clientes em locais estratégicos, onde será possível apurar com maior precisão o potencial dessas tecnologias.

O Bio – 001 também disponibiliza ao cliente três formas de interação. Além do tradicional toque na tela, o cliente pode selecionar as opções do menu mediante comando por voz, falando as palavras disponíveis em cada ícone, como saldo, extrato e limites. A terceira opção permite que o cliente selecione as opções pelo olhar, quando câmeras especiais fazem o rastreamento do direcionamento da retina.

Ainda sobre a biometria digital, clientes Banco do Brasil podem acessar a conta pelo smartphone mediante leitura da digital.

O BB Mobile Banking também oferece o “Ache Fácil”, que utiliza o comando por voz.  O cliente busca a transação desejada, por meio de comando por voz, ou pelo preenchimento de um campo de pesquisa.

Tal como ocorreu em 2009, quando o Banco do Brasil foi pioneiro ao disponibilizar aos seus clientes um terminal de autoatendimento para cadeirantes, 6 anos antes desse recurso se tornar obrigatório pela Norma ABNT 15.250, o Bio – 001 permite que pessoas com limitação física, permanente ou provisória, tenham autonomia na gestão dos seus recursos pelo autoatendimento.

Saque BB: Prático, rápido, fácil e moderno

Além das opções tradicionais disponíveis nos terminais de autoatendimento, o BB também proporciona aos seus clientes experiências diferenciadas, como o Saque Sem, o Saque Móvel e o Basta Eu.

O Saque Sem foi lançado em 2010 e era uma solução inédita no mundo naquela época. Ao acessar a conta pelos canais existentes, é disponibilizado um token, que qualquer pessoa pode utilizar para sacar até R$ 300,00 nos terminais de autoatendimento, sem cartão ou senha, apenas inserindo o referido código.

O Saque Móvel, por sua vez, permite ao cliente antecipar os procedimentos tradicionalmente realizados diante do terminal de autoatendimento. Diante do terminal, basta abrir o aplicativo do BB pelo celular, tocar no ícone correspondente no terminal e efetuar a leitura do QRCode do terminal com o celular para efetuar o saque, dispensando o uso do cartão e a impostação de senha, contribuindo para o índice de disponibilidade do terminal, fazendo com que o cliente permaneça menos tempo diante do terminal.

Lançado em 2015, o Basta Eu permite que o cliente realize saques e consulte saldos e extratos, mediante leitura da biometria digital, após digitação da sua agência e conta, dispensando o uso de cartões e a digitação de senhas.

Em todas as opções, o Banco do Brasil proporciona aos seus clientes uma nova experiência, com mais agilidade, comodidade, autonomia e, acima de tudo, segurança.

Fonte: Entrevista | Banco do Brasil

Foto ilustrativa

2 Comentários até agora

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  1. Infelizmente, a comodidade sempre à frente da segurança (vemos isso com BYOD não?)…

    Já existem ataques para esta tecnologia, baseado em TAG-Box: um dispositivo que copia os dados NFC do usuário, bastando que eu esteja perto do telefone a uma distância pequena, mas que é simples de ser executada no Metrô, na fila de pagamento, numa mesa de restaurante. Veja o conceito e engenharia aqui: https://media.blackhat.com/bh-us-12/Briefings/C_Miller/BH_US_12_Miller_NFC_attack_surface_Slides.pdf

    Já existem vulnerabilidades conhecidas desde 2012 (vide http://www.informationweek.com/wireless/nfc-phone-hacking-and-other-mobile-attacks/d/d-id/1105508?) e mais recentemente tais TAG-Boxes têm se disseminado na China e nos EUA.

    Da mesma forma que BYOD, vejo o Brasil adotando tecnologias dúbias e já com problemas, como se fossem “a última palavra em segurança”.

    Uma pequena busca no Google por “NFC ATTACKS” já nos mostra 512.000 resultados.

  2. David B.Svaiter, olá! Você saberia me informar se essa tecnologia usada agora pelo BB é a mesma, ou semelhante, a tecnologia comercializada pela Square INC, a empresa de pagamentos pelo celular?

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