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Startup combina comércio exterior e blockchain representará UFSC em evento nos EUA

04/04/2019

Uma plataforma para melhorar a comunicação de processos de comércio exterior, baseada em blockchain, chamada Comexchain. Com esta ideia, quatro estudantes e um professor representarão a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no International Business Model Competition (IBMC – Competição Internacional de Modelos de Negócio).

O evento será realizado nos Estados Unidos nos dias 9 e 10 de maio.No total, são 40 finalistas no IBMC, com universitários de vários países.

Ramnam, Rafael, Gabriela, Vinícius e Jean

Ramnan Sidharta de Andrade Palma (7º semestre de Ciências da Computação), Gabriela Vieira Domingues (8º semestre de Ciências Econômicas), Vinícius Macelai (8º semestre de Ciências da Computação) e Rafael César Cirico Garcia (9º semestre de Ciências Econômicas) irão defender seu projeto com a mentoria do professor Jean Martina, do Laboratório de Segurança em Computação.

A concepção do Comexchain nasceu numa hackaton (maratona de programação para solucionar um problema específico num curto período de tempo) em dezembro de 2018.

Gabriela e Rafael já trabalharam com comércio exterior e precisavam de uma ferramenta para organização processual.

Ramnan e Vinícius agregaram sua experiência em blockchain. “O blockahin é uma tecnologia que permite rastreabilidade e segurança das informações que são colocadas nele”, define Jean.

A ideia era “muito boa”, conta Rafael, e o grupo passou o verão conversando e conhecendo prováveis futuros clientes, aperfeiçoando a tecnologia. “Ao invés de ir para a praia, aproveitamos para trabalhar”. Em março, o grupo foi escolhido em evento da Ideation, na seletiva brasileira para o IBMC.

O comércio exterior funciona com empresas que intermedeiam importação e exportação. Entretanto, os processos são complexos, muitas vezes utilizando documentos escaneados, com tempo de transação demorado. Hoje são utilizados e-mails, correio e mecanismos comuns de rede social.

O Comexchain ajuda no trâmite dos negócios, unificando o lugar de trabalho com a da plataforma, que faz a organização de documentos, ajuda no fluxo de trabalho e no compartilhamento de informações.

“Haverá automatização de processos, garantia da segurança e integridade dos documentos e a rastreabilidade, utilizando blockchain”, explica o professor Martina. Ele foi avaliador na competição do ano passado e convidado para fazer a mentoria da startup, especialmente nas questões tecnológicas.

A plataforma eliminaria a necessidade de papel e de muitos documentos físicos, criando também um enfoque de sustentabilidade para o projeto. “Não tem empresa que faz o que a gente faz, não existe nada implementado”, diz Gabriela. “Blockchain e comércio exterior é um casamento perfeito: as empresas têm um problema e precisam de uma organização processual, com segurança”, completa.

A competição será na Universidade Brigham Young, em Utah, e a apresentação será em lean canvas, espécie de apresentação que foca na estratégia do modelo de negócios. “A expectativa é fazer vários pitchs ao vivo, avaliando quais ideias vão funcionar”, resume Jean.

Fonte: Notícias da UFSC

  Veja nossa coluna sobre blockchain

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