Material da Anamid reúne orientações práticas para reconhecer deepfakes, desinformação e manipulações digitais em meio ao avanço da IA
Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial e pelo crescimento da desinformação digital, a AnaMid, Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital, lança a cartilha “Eleições 2026: Como Identificar Fake News e Conteúdo Gerado por IA”, um guia gratuito criado para orientar a população brasileira sobre como reconhecer conteúdos manipulados e proteger a integridade da informação durante o período eleitoral.
O material foi desenvolvido com foco em educação digital e cidadania, trazendo explicações acessíveis sobre fake news, deepfakes, clonagem de voz, manipulação de imagens e vídeos, além de técnicas simples de verificação de conteúdos compartilhados em redes sociais e aplicativos de mensagens.

“Nosso objetivo com esta cartilha é democratizar o acesso à informação de qualidade e orientar o cidadão a reconhecer sinais de desinformação e conteúdos manipulados. Em período eleitoral, esse cuidado se torna ainda mais importante, porque proteger a população das fake news é também proteger o voto, a confiança no processo democrático e a própria democracia. Esse é um compromisso que deve ser coletivo”, explica Rodrigo Neves.
O alerta da AnaMid ocorre em um momento de crescimento expressivo da desinformação produzida com inteligência artificial no Brasil.
Segundo o Panorama da Desinformação no Brasil, do Observatório Lupa, a circulação de conteúdos falsos criados com IA cresceu 308% entre 2024 e 2025, enquanto conteúdos com viés ideológico passaram de 33% para quase 45% no período, conforme levantamento divulgado pela Agência Brasil.
Guia reúne ferramentas e dicas práticas para o dia a dia
A popularização de ferramentas de inteligência artificial generativa tornou a criação de conteúdos falsos mais rápida, barata e sofisticada. Vídeos manipulados, áudios clonados e imagens hiper-realistas já fazem parte do ambiente digital e representam um desafio crescente para eleitores, instituições e plataformas.
A cartilha destaca sinais que podem indicar manipulações feitas por IA, como inconsistências visuais, problemas de sincronização em vídeos, padrões artificiais de fala e ausência de contexto confiável. O guia também orienta o público sobre a importância de consultar agências de fact-checking e buscar confirmação em fontes jornalísticas reconhecidas antes de compartilhar informações.
“É importante que a população esteja preparada para reconhecer conteúdos manipulados e desenvolver um olhar mais crítico diante das informações que circulam online, principalmente em um período tão sensível quanto as eleições”, afirma o presidente da AnaMid.
Educação digital como ferramenta de proteção democrática
Além de abordar aspectos técnicos da identificação de fake news, a iniciativa reforça o papel da educação digital como instrumento de fortalecimento da democracia e da participação cidadã consciente. A cartilha orienta o leitor a transformar o combate à desinformação em um hábito prático, possível e replicável no cotidiano.
Ao mesmo tempo, o guia chama atenção para o impacto social da desinformação em escala. Quando “tudo pode ser falso”, a dúvida generalizada corrói a confiança, aumenta a polarização e enfraquece o consenso sobre fatos básicos, abrindo espaço para decisões guiadas por emoção e ruído.
“Não podemos deixar a responsabilidade do combate à desinformação apenas para as plataformas e autoridades. A tecnologia pode produzir a mentira com rapidez, mas são as curtidas, comentários e compartilhamentos que dão alcance e poder a ela. O pensamento crítico é uma forma direta de proteger o voto, a convivência democrática e a confiança nas instituições”, complementa Rodrigo Neves.
TSE regula uso de IA nas eleições de 2026
Além das orientações práticas para identificação de conteúdos manipulados, a cartilha também explica de forma acessível como passam a funcionar as regras eleitorais relacionadas ao uso de inteligência artificial no Brasil.
O material também reúne informações sobre as determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu em 2024 o uso de deepfakes e passou a exigir a identificação clara de conteúdos produzidos com IA durante campanhas eleitorais.
“Quando o conteúdo sintético fica barato, rápido e convincente, é preciso ter transparência. O eleitor tem o direito de saber o que é real e o que foi gerado por IA. Esse novo marco é histórico porque responde ao salto da IA generativa na comunicação política com uma lógica de transparência e responsabilidade sem sufocar a inovação”, conclui Neves.
A cartilha “Eleições 2026: Como Identificar Fake News e Conteúdo Gerado por IA” está disponível gratuitamente para consulta e compartilhamento digital.
Sobre a AnaMid

A Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid) é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em setembro 2022 a partir de um movimento de líderes empresariais de diferentes regiões do País para valorizar e preservar o ecossistema digital brasileiro.
Em conjunto, seus associados trabalham ativamente para fortalecer os negócios do setor, com base em pilares como colaboração, conhecimento, diversidade e inovação. A entidade reúne todo o ecossistema digital, incluindo agências, empresas, startups, plataformas, profissionais e estudantes de todo o País.
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