Nesse artigo a AET Europe analisa por que a segurança de dados deve ser tratada como ativo estratégico e como confiança digital pode se tornar vantagem competitiva
A AET Europe, especialista em soluções de confiança digital e segurança da informação para governos e empresas em toda a Europa, assina uma análise aprofundada sobre um tema cada vez mais estratégico: porque a segurança dos dados precisa ser tratada com o mesmo cuidado que os ativos mais valiosos de uma organização.
No artigo, a AET Europe vai além da discussão sobre conformidade regulatória e mostra como confiança digital, resiliência e experiência do cliente fazem parte da mesma equação. A proposta é clara: transformar a segurança de dados de um centro de custos em uma verdadeira vantagem competitiva, integrada aos processos de negócio e aos fluxos de clientes.
Vale a leitura para quem quer entender como confiança, identidade digital e proteção da informação se conectam na prática — e porque esse debate já chegou ao nível do conselho.
Para proteger suas informações valiosas, construir uma infraestrutura de dados segura é apenas uma peça do quebra-cabeça. Criar experiências digitais que gerem confiança em todos os fluxos de trabalho dos seus clientes é igualmente importante para transformar a segurança digital em uma vantagem competitiva.
Os dados essenciais para o sucesso ou a sobrevivência da sua organização, os dados valiosos, são as suas joias da coroa. Pense em propriedade intelectual, listas de clientes ou informações financeiras. Há muito tempo, os dados são considerados a mercadoria mais valiosa do mundo, valendo mais do que ouro ou petróleo. O uso indevido, o roubo ou a corrupção de dados críticos podem paralisar as operações, destruir a reputação da marca e reduzir drasticamente o valor para os acionistas.
Para proteger esses dados, a maioria das organizações pensa em “trancar as joias da coroa”. Então, elas fazem o equivalente digital a guardá-los em um cofre e jogar a chave fora. O problema é que os dados geram valor principalmente quando são usados ativamente: acessados, modificados ou compartilhados com clientes e colaboradores.
Em outras palavras, não basta apenas proteger o armazenamento dos seus dados. Seus dados precisam ser enviados somente de e para identidades confiáveis e protegidos durante a transferência do ponto A para o ponto B e da pessoa C para a pessoa D. Sempre por meio de canais que você sabe serem seguros, em toda a sua cadeia de fornecimento de dados
Caso contrário, e correndo o risco de forçar a metáfora, você poderia ter um cofre impenetrável. Mas as joias da coroa lá dentro estão constantemente sendo passadas de mão em mão ao ar livre.
Conformidade com a proteção de dados não é o mesmo que segurança de dados
Há um debate contínuo sobre o tipo de soluções de segurança digital mais adequadas para proteger diferentes tipos de dados. Os órgãos reguladores entraram na discussão, com requisitos cada vez mais prescritivos para o tratamento de determinados gêneros de dados. Do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e da NIS2 à DORA e inúmeras outras regulamentações específicas do setor, as organizações são obrigadas a estabelecer controles e medidas robustos. Tudo isso com o objetivo de ajudá-las a resistir e responder às ameaças e interrupções.
A conformidade, com razão, é uma das principais preocupações da alta administração. Existem multas severas para organizações que não demonstram um nível adequado de proteção de dados pessoais. De acordo com a futura regulamentação NIS2, os membros do conselho administrativo também podem ser multados por interações não conformes com infraestruturas críticas. Além disso, existem benefícios comerciais para as organizações que conquistam a certificação ISO 27001, o padrão ouro internacional.
Às vezes, porém, a conformidade não é apenas a prioridade máxima; ela se torna a prioridade principal. Isso pode forçar um foco exclusivo em manter as “muralhas externas” ao redor dos seus dados seguras. Mas essa abordagem não leva em consideração os próprios dados, que transitam dentro e fora da sua empresa, frequentemente de maneiras complexas e variadas. Lembre-se: os dados têm valor principalmente quando estão sendo usados ativamente. Portanto, se seus processos são antiquados, cheios de atritos ou insuficientemente protegidos, você pode até estar em conformidade, sim. Mas o processo em si se torna seu ponto fraco.
Não se esqueça também do seu histórico, dos dados armazenados e dos fluxos de informação: mesmo informações antigas podem ser valiosas para hackers.
O que é confiança digital na cadeia de fornecimento de dados?
Vamos parar um instante e pensar em uma cadeia de fornecimento de dados a imagem de uma fábrica recebendo matéria-prima pode vir à mente. Nesse exemplo, há a entrega dos insumos para a produção de bens, seguida por um processo em cadeia que leva a fábrica através da produção, controle de qualidade, embalagem e distribuição, até que o produto chegue às mãos dos consumidores.
Cada fluxo de clientes em sua empresa possui uma cadeia de fornecimento semelhante. Ela envolve fluxos de pessoas (clientes, funcionários e/ou partes interessadas externas entrando e saindo em determinadas etapas do fluxo de trabalho), atividades (coleta, verificação, compartilhamento, armazenamento e rastreamento de dados), recursos (software e hardware) e informações (dados em repouso ou em trânsito).
Esses são processos abrangentes, que se estendem até os usuários finais de bens e serviços, sejam eles públicos ou privados. E os clientes que encontram dificuldades em qualquer etapa dos seus processos podem optar por procurar outras opções.
Por esse motivo, as organizações precisam se concentrar na resiliência digital: proteger o fluxo de clientes e os dados valiosos que ele contém. Sua organização também pode enfrentar sérios riscos se não estiver atenta a:
- De onde vem a informação que flui para os seus processos (mesmo que esteja a vários passos de distância de onde você está)?
- Com quem as informações são compartilhadas, em que momento do processo e por quanto tempo.
- Se os dados foram ou poderiam ser alterados entre as etapas.
- A etapa A do processo foi concluída corretamente antes de você prosseguir para a etapa B.
- Que todas as pessoas são quem dizem ser, e que sua atividade é apropriada para a etapa em questão.
Se você não conseguir responder a todas as perguntas acima, não poderá proteger seu ambiente. Tampouco poderá garantir que o valor dos dados estejam sendo totalmente aproveitado para beneficiar seus clientes e sua organização.
Para ilustrar isso em um contexto diferente, seria como uma clínica que garante que todos os funcionários sejam certificados, mas prescreve medicamentos sem verificar o histórico médico completo do paciente, ou a farmácia da esquina que entrega medicamentos controlados a qualquer pessoa que entre.
Nem pacientes nem profissionais da saúde confiariam nesse sistema. Sua organização e seus usuários finais também não deveriam confiar.
A Ascensão da Resiliência Digital
O resultado disso é a necessidade de as empresas se concentrarem na resiliência digital, por meio da gestão de riscos em seus fluxos de clientes. Essa abordagem de gestão de riscos pode ser dividida em três elementos principais: financeiro, comercial e de confiança.
A partir daí, as organizações precisam considerar os dois lados da moeda ao proteger seus dados mais valiosos:
- Segurança: Quais dados ou etapas do processo são vulneráveis a ataques? O que acontece se uma etapa do processo ficar indisponível por 24 horas? Quais cenários podem ocorrer (incluindo os piores casos) caso um processo, ou parte dele, falhe?
- Qualidade: Quais são os riscos (e oportunidades) estratégicos inerentes aos seus processos? Como você pode facilitar o negócio para aprimorar esses processos? E como os princípios de segurança e confiança digital podem contribuir para isso?
Nesse contexto de construção de resiliência digital, é produtivo passar de um foco restrito à segurança para um foco mais amplo na confiança. A palavra “segurança” tem conotações negativas: implica restrições, bloqueios, barreiras defensivas e ataques. Por outro lado, “confiança” evoca um sentimento de segurança, confiabilidade e transparência nos processos de negócios.
Trata-se de uma mentalidade que encara a segurança de forma mais comercial. Não se trata apenas de investir em segurança de dados, mas de criar uma vantagem competitiva em que os clientes escolham você em vez da concorrência porque seu processo é fácil, rápido e agradável para eles. E, acima de tudo, é seguro.
Transformando a segurança em vantagem competitiva
Em teoria, isso deveria fazer sentido para os executivos de alto escalão que falam sobre casos de negócios. Na prática, porém, o investimento em segurança digital geralmente não é visto como um facilitador de negócios. E o problema que os CISOs que propõem essas melhorias enfrentam é o custo.
Nos departamentos de segurança, o impacto custo-benefício é medido principalmente com base em “prever, prevenir, detectar e responder”; em outras palavras, com base na conformidade. Ninguém mede os benefícios estratégicos da melhoria dos processos de atendimento ao cliente. Ou considera o quão essenciais são as experiências de construção de confiança para os objetivos gerais de negócios da sua organização.
Como podemos, então, superar a divisão entre negócios e segurança e ajudar sua organização a construir uma estratégia de confiança digital mais eficaz? Os seguintes passos são um bom ponto de partida:
#1: Pense primeiro na confiança, depois na segurança.
Confiança e segurança digitais não são conceitos isolados. Confiança é segurança; para isso, é preciso considerar a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados. Se você não pode confiar na informação, então ela não é segura. Simples assim.
O que precisa mudar é a ordem do pensamento. As organizações precisam priorizar a confiança (ou seja, o processo) e, em seguida, considerar as medidas de segurança que viabilizarão essa confiança. Portanto, o processo de pensamento pode ser algo como:
- Quais são os fluxos de clientes mais importantes para nós?
- Até que ponto precisamos protegê-los? (Não será 100% em todas as etapas)
- Como seria um processo otimizado para gerar confiança?
- Por exemplo, etapas redundantes ou aquelas que violam a tolerância ao risco da organização precisam ser removidas?
- Será que as informações poderiam ser compartilhadas de forma mais eficiente?
- Seria possível fazer a verificação de identidade mais cedo?
- Onde é possível aumentar a velocidade, evitar duplicação, etc.?
- Que medidas de segurança podem viabilizar esse processo otimizado?
- Identidades digitais seguras, gerenciamento de certificados digitais, blockchain, criptografia ou uma alternativa?
Considerados em conjunto, dentro de um contexto mais amplo, esses detalhes podem proporcionar uma compreensão profunda e precisa do valor comercial agregado por experiências de cliente mais confiáveis. Sem deixar de lado os fundamentos, é claro.
# 2: Fale a língua do conselho
A alta administração não fala a linguagem da TI. Ela fala a linguagem dos negócios. Os detalhes técnicos minuciosos são uma sobrecarga para um CEO que está mais focado na avaliação de riscos e no impacto comercial do investimento em melhoria de processos e confiança digital.
Uma estratégia é estruturar seu caso na linguagem dos contratos. Um contrato sólido ajuda as duas partes a se comunicarem e a fazerem negócios da maneira mais confiável possível. Ele reduz riscos, dá visibilidade às ações das partes, protege a confidencialidade e garante que ambas as partes possam realizar suas tarefas sem interferência externa.
Essa é uma analogia poderosa para os CISOs usarem ao apresentar a ideia de investir em serviços de confiança digital. Tudo o que compõe um contrato sólido também deve compor uma plataforma de confiança digital — o que você está comunicando são os benefícios de ter mecanismos de proteção para uma comunicação segura e fácil.
#3: Trabalhe com um parceiro de serviços fiduciários
Criar serviços de confiança que almejem ir além da segurança digital atual exige contribuições externas. Toda organização deve dialogar com especialistas para analisar a fundo seus processos principais e garantir que a confiança digital esteja integrada aos processos corretos, da maneira adequada.
Como uma equipe de especialistas em confiança digital, a AET Europe ajuda clientes de todos os setores, da saúde ao governo, e de empresas a finanças, a construir confiança em seus fluxos de trabalho com clientes. E, ao fazer isso, a aprimorar seus processos.
Por exemplo, a AET Europe criou um sistema que permite aos paramédicos digitalizar a identidade do paciente em seu celular e acessar seu prontuário médico. Isso pode significar a diferença entre a vida e a morte em uma emergência. O sistema é baseado em uma cadeia de identidades e certificados digitais que garantem absoluta confiança de que o paramédico e o paciente são quem dizem ser, e que as informações compartilhadas são atualizadas, precisas e seguras.
Anteriormente, os paramédicos dependiam das respostas do paciente sobre seu histórico médico e medicamentos. Mas isso podia ser pouco confiável, por exemplo, se o paciente estivesse em choque. Trabalhar com informações incompletas significava perder tempo com tentativas e erros, e decisões clínicas equivocadas podiam ser tomadas. Aqui, você pode ver imediatamente a melhoria no processo e a redução de riscos que a solução da AET Europe oferece.
Seu setor e sua organização podem lidar com necessidades de dados muito diferentes, em cenários muito distintos. Independentemente disso, os pioneiros no nível executivo têm a oportunidade de transformar a percepção do papel do departamento de segurança da informação, de um “centro de custos” para um “facilitador de negócios”.
Abra espaço para ir além da conformidade — com a orientação de um parceiro especializado. E ajude sua organização a crescer, oferecendo experiências digitais confiáveis que encantam os clientes e, ao mesmo tempo, protegem seus ativos mais valiosos.
Link para o artigo original: Is Your Data Security Worthy of Your Crown Jewels?
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