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PKI na luta contra o Covid-19

PKI na luta contra o Covid-19

11/03/2020

No momento em que escrevo este artigo, Portugal está a braços com um surto de COVID-19, com 59 casos e 3066 pessoas sob vigilância. O cenário de quarentena estendido a todo o país, tal como acontece na Itália, está mais perto do que se poderia imaginar.

Por Luis Correia

Luis Correia

A contenção do vírus é considerada pela unanimidade dos especialistas, como a abordagem mais eficaz na luta contra o COVID-19.

Nos últimos dias, as medidas já adotadas em Portugal e no mundo, para conter a epidemia incluem, entre outras, o encerramento e/ou suspensão de espaços e serviços em todos os sectores da sociedade, tais como na saúde, educação, justiça, cultura, governo, turismo, transportes e como é claro as empresas.

Pela força das circunstancias, estamos a assistir talvez pela primeira vez um fenômeno em massa de” home-office” ou “trabalho remoto”, quase da noite para o dia, e em que dezenas de milhões de trabalhadores vão poder, ou não, fazer o seu trabalho ajustado a esta nova realidade.

No final da semana passada, já no início deste furacão do COVID-19 na Europa, fui contatado por um dos 27 Bancos Centrais Europeus.

O middleware SafeSign, desenvolvido pela AET Europe, é desde há vários anos, o middleware utilizado pela grande maioria destes bancos, para a autenticação segura dos seus funcionários.

Pela natureza das suas atividades, uma grande parte dos colaboradores deste banco e de qualquer um dos outros bancos centrais, utiliza a vários anos esta parte, a tecnologia PKI para a autenticação e assinatura dos seus funcionários. O tema para eles não é novidade e está bem implantado.

O motivo do contato deste banco foi motivado pela súbita necessidade de estender a utilização da PKI a um grupo muito maior de funcionários, e deste modo providenciar as ferramentas que lhes permitam fazer o seu trabalho nesta nova realidade, com a mesmo padrão de segurança que o banco exige.

Após esta reunião, ao voltar para casa e enquanto o avião ganhava altitude após a descolagem, olhava para os imensos prédios de todas aquelas empresas na cidade e constatei para mim próprio que aqueles prédios lotados de vida e agitação vão ficar quase todos vazios de pessoas nas próximas horas ou dias. A maioria daquelas pessoas vai passar a trabalhar de suas casas!

De todas aquelas pessoas e empresas me perguntei quantas delas estariam preparadas para enfrentar estes novos tempos que acabam de chegar? Quantas daquelas empresas terão seus processos digitalizados e adequados para o amanhã que chegou hoje? Quantos daqueles gestores tiveram o discernimento de entender lá atrás os reais benefícios do certificado digital?

Neste momento a prioridade de todas as pessoas é obviamente garantir a sua saúde e a dos seus e tenho a certeza que todos conseguiremos ultrapassar este desafio, se cumprirmos a nossa parte como cidadãos responsáveis.

Cumpre-nos também como profissionais garantir a saúde das nossas empresas e instituições e é minha convicção que o trabalho remoto será uma parte crítica em todo este processo e que as empresas e instituições que se prepararam ontem vão estar totalmente adaptadas a esta realidade e garantir a sua continuidade no amanhã.

Por último, como profissional da área de PKI, é com um misto de satisfação e orgulho que constato que as palavras “Privacidade” e “Segurança”, que estão tão associadas ao certificado digital, poderemos estender, espero que de forma temporária, uma nova palavra…

Saúde!

Luis Correia está na área de Desenvolvimento de Negócios no Brasil para a AET Europe e é especialista em Certificados Digitais, Assinaturas Digitais, Certificados de Atributos, Mídias Criptográficas e Soluções de  PKI – Public Key Infrastructure, em português ICP – Infraestrutura de Chaves Públicas.

 

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