Debate na Comissão de Ciência e Tecnologia destaca segurança jurídica, eficiência energética e soberania digital como eixos para o avanço do setor no Brasil
No dia 15 de abril de 2026, o Senado Federal colocou no centro da agenda tecnológica brasileira um tema estratégico: a regulamentação dos data centers de inteligência artificial. Em audiência pública realizada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT), o Projeto de Lei nº 3.018/2024 passou a ser discutido sob a ótica de infraestrutura crítica — e não apenas como suporte tecnológico.
O destaque técnico da audiência foi a participação da Gisele Santos, representante da Everest Digital, que levou ao debate a visão prática de quem opera data centers em um cenário de crescente demanda por processamento de IA.
Um marco regulatório em construção

De autoria do Styvenson Valentim, o PL 3.018/2024 tem como objetivo estabelecer diretrizes para a operação de data centers de inteligência artificial no país.
A proposta está sob relatoria do Vanderlan Cardoso na CCT e busca responder a um desafio emergente: como estruturar uma base regulatória capaz de sustentar o crescimento exponencial da economia digital.
A audiência pública teve como finalidade instruir o projeto com contribuições técnicas de diferentes setores, reunindo especialistas em infraestrutura, energia e inovação.
Everest Digital: a operação no centro da discussão

Ao representar a Everest Digital, Gisele Santos trouxe uma contribuição que extrapola o discurso conceitual e se ancora na operação real dos data centers.
Sua fala reforçou que a infraestrutura digital precisa ser compreendida como um ativo estratégico nacional.
Segundo a executiva, a construção de um ambiente regulatório eficiente passa por três pilares:
- previsibilidade para investimentos de longo prazo
- alinhamento com práticas de sustentabilidade
- integração com a realidade energética do país
Ao destacar que data centers são a base sobre a qual se desenvolvem serviços digitais, inteligência artificial e inovação, Gisele posicionou o tema dentro de uma agenda mais ampla de soberania digital — um ponto que vem ganhando força em debates internacionais.
Energia e sustentabilidade: o desafio estrutural
Outro eixo central da audiência foi o impacto energético dos data centers de IA. Com alta demanda por processamento, essas estruturas exigem consumo intensivo de energia, o que levanta preocupações sobre capacidade da matriz elétrica e sustentabilidade ambiental.
Participaram desse debate nomes como Camila Ramos, da ABSOLAR, e Carlos Felipe Farias, que contribuíram com a perspectiva do setor energético.
A discussão apontou para a necessidade de integração entre política tecnológica e política energética, especialmente diante do avanço de fontes renováveis e de iniciativas como o hidrogênio verde.
Segurança jurídica e competitividade
Um dos consensos entre os participantes foi a urgência de segurança jurídica para viabilizar investimentos. A ausência de regras claras pode afastar projetos estratégicos e comprometer a competitividade do Brasil no cenário global de IA.
Nesse contexto, a contribuição da Everest Digital foi direta ao apontar desafios práticos enfrentados na operação de data centers, como:
- custos de energia
- complexidade regulatória
- necessidade de planejamento de longo prazo
A empresa se posiciona, assim, como agente ativo na construção de políticas públicas, trazendo ao debate não apenas demandas, mas também conhecimento técnico aplicado.
Infraestrutura como base da soberania digital
Um dos pontos mais relevantes da audiência foi a mudança de narrativa: data centers deixam de ser vistos apenas como infraestrutura de suporte e passam a ser reconhecidos como elementos centrais da soberania digital.
A fala de Gisele Santos reforçou essa visão ao destacar que a capacidade de processar, armazenar e proteger dados dentro do território nacional é determinante para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.
Esse entendimento conecta o PL 3.018/2024 a uma agenda global, na qual países buscam maior controle sobre seus dados, suas infraestruturas e suas cadeias tecnológicas.
Um debate que define o futuro digital do Brasil
O avanço do Projeto de Lei nº 3.018/2024 sinaliza que o Brasil começa a estruturar um marco regulatório para uma das infraestruturas mais críticas da economia contemporânea.
A audiência pública demonstrou que há convergência entre setor público e privado sobre a necessidade de equilibrar crescimento tecnológico com responsabilidade energética e ambiental.
Nesse cenário, a participação da Everest Digital se destacou por trazer densidade técnica ao debate, reforçando que a construção desse marco regulatório depende da escuta ativa de quem opera, investe e sustenta a infraestrutura digital no dia a dia.
Mais do que uma discussão legislativa, o que está em jogo é a capacidade do Brasil de se posicionar de forma competitiva na economia da inteligência artificial — com base sólida, previsível e sustentável.
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