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Como configurar e proteger o acesso ao seu servidor web?

Como configurar e proteger o acesso ao seu servidor web?

02/12/2016

 

Tony Messer | Co-founder and CEO of UK web hosting company Pickaweb

Por Tony Messer

Caso você esteja avaliando adquirir um servidor LAMP (para Linux, Apache, MySQL, PHP), seja um Servidor Privado Virtual (VPS) ou um Servidor Dedicado, a primeira coisa que você precisa fazer é protegê-lo.

Neste blog, você encontrará um passo a passo sobre como configurar o seu servidor corretamente e algumas opções de ferramentas para ajudar a proteger os acessos.

Passo 1 – Configuração do Firewall

O primeiro passo é proteger o seu servidor usando um firewall. O firewall atua como uma barreira entre o seu servidor e o mundo exterior, avaliando o tráfego que chega e bloqueando aqueles que são considerados maliciosos. Existem muitas opções de firewall, mas as mais populares são:

UFW

UFW é um firewall nada complicado e uma ótima solução, já que requer uma configuração mínima. Ele oferece um jeito simples e fácil de criar regras customizadas e funciona tanto em redes IPV4 quanto IPV6. Se, por padrão, o UFW ficar desativado, certifique-se de que você o ative antes de configurá-lo. O firewall UFW tem uma interface GUI sob o nome de Gufw.

Iptables

O Iptables é outro firewall popular, que vem com o Linux kernel e é habilitado por padrão no Linux. Assim como o UFW, essa opção funciona em IPV4 e IPV6. Para gerenciar a IPV6, existe uma outra versão de iptables, chamada ip6tables.

Ao contrário do UFW, o iptables syntax é mais difícil de controlar. No entanto, a vantagem é que oferece a possibilidade de criar configurações de segurança em nível granular, sendo assim uma ferramenta poderosa para proteger o seu servidor.

Passo 2 – Configuração para Proteção de Login Remoto

Como um administrador do servidor, você precisará acessar seu servidor regularmente pela internet. Essa conexão remota precisa estar protegida e criptografada. Uma forma de fazer isso é implementar uma conexão segura SSH em seu servidor.

Existem 2 métodos principais para se conectar via SSH:

Conexão por senha

Como o próprio nome sugere, esse tipo de conexão requer que você informe uma senha toda vez que você se logar via SSH. Apesar desse método precisar de pouca configuração, ele é também o menos seguro e mais suscetível a ciberataques.

Conexão por certificado

Esse tipo de conexão requer que tanto o servidor quanto a máquina (ou dispositivo que está solicitando o acesso) troquem chaves públicas, que são usadas para criptografar a conexão e autenticar um ao outro. Esse tipo de conexão é mais complexo de configurar do que o método por senha, porém é muito mais seguro.

Passo 3 – Análise de MalwareGlobalSign SSL & Certificados Digitais

Monitorar o seu servidor periodicamente, usando um scanner de malware tem como objetivo detectar acessos não autorizados feitos por softwares maliciosos. Abaixo, você verá 2 dos mais populares e gratuitos scanners de malware para o seu servidor:

Chkrootkit

Esse scanner busca por qualquer processo suspeito em seu servidor Linux. Apesar de não detectar todos os possíveis tipos de malwarer, o chkrootkit é um bom começo. Lembre-se de que você não deve confiar e depender apesa de um chkrootkit para realizar uma análise completa de malware para o seu servidor; é importante considerar essa ferramenta como uma solução básica e inicial nesse processo de monitoramento.

Rkhunter

Rkhunter, assim como o chkrootkit, busca por rootkits no sistema. Mas ele também tem a habilidade de identificar arquivos escondidos, permissões erradas e ligações suspeitas. O Rkhunter funciona em qualquer sistema baseado em Unix e, combinado com o chkrootkit, é uma ótima solução para a identificação básica de malware.

Passo 4 – Configuração para Detecção de Intrusos

Entenda a detecção de intrusos como um sistema de alarme que identifica acessos não autorizados ao seu servidor. Os sistemas mais populares para isso são:

Aide

Aide é um verificador gratuito de arquivos e integridade de diretório que funciona como um tripwire. Primeiro, ele constrói um banco de dados da atual situação do sistema. Então, ele verifica a integridade de qualquer arquivo no sistema comparado com o banco de dados conhecido. Se houver qualquer mudança significativa na integridade do sistema, ele notificará o administrador do servidor.

Bro

Bro é uma rede baseada em um Sistema de Detecção de Intrusos (IDS) que monitora a sua rede para qualquer atividade não usual. A forma como o Bro funciona é, inicialmente, criando políticas baseadas em eventos ocorridos na rede e o seu atual estado ou políticas. Caso seja detectado algo não usual, será criado um alerta, alteradas regras de firewall, atualizados logs de eventos, etc. É uma ferramenta muito versátil, porém difícil de ser aprendida, especialmente para usuários sem experiência com Bro.

Passo 5 – Configuração de SFTP ao invés de FTP

Como um administrador, você precisará fazer o upload ou download de arquivos de seu servidor periodicamente. O FTP mais popular está sujeito a vulnerabilidades de segurança, já que o login de autenticação é feito em formato de texto (plain text), que é suscetível à interceptação. A opção mais segura é trocar para um “Secure File Transfer Protocol” ou SFTP, que pode ser facilmente instalado e configurado em seu servidor.

Passo 6 – Atualização e Correção do Servidor

Se o seu servidor é Linux ou baseado em Unix, assegure-se de que você faça as atualizações de kernel periodicamente, à medida que os fabricantes ou distribuidores disponibilizem as versões mais recentes. Atualizar o kernel fará com que seu sistema se mantenha estável e protegido com o kernel funcionando adequadamente. Deixar um servidor desatualizado é como convidar um hacker para entrar.

Passo 7 – Configuração de Permissões

Permissões de arquivo no servidor são também muito importantes. Qualquer configuração errada nesse quesito permitirá ataques ao seu servidor facilmente. Assim, ao configurar permissões, tenha a certeza de que você esteja dando a permissão adequada e necessária aos usuários de seu sistema.

Você deve implementar políticas umask como padrão para quaisquer novos arquivos criados em servidores Linux, com o objetivo de restringir as permissões de arquivo. Além disso, o uso de “Set Group Identification” (SGID) e “Set User Identification” (SUID) em arquivos e diretórios limitarão certas permissões de usuários e grupos em arquivos e diretórios confidenciais. E isso será feito sem limitar o uso das características do servidor, às quais os usuários tenham permissão de uso (ex.: reenvio de senha).

A Segurança de Servidores é de Vital Importância!

Os pontos mencionados aqui trazem uma visão geral de onde e como implementar um nível mínimo de segurança em seu(s) servidor(es). Claro que segurança é um tema muito abrangente e, por isso, algo que você precisa estar constantemente atualizado sobre e alerta.

Fonte: globalsign.com/pt-br/blog

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* Tony Messer | Co-founder and CEO of UK web hosting company Pickaweb

Tony Messer @AntonyMesser

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