Check Point apresenta um novo modelo de cibersegurança baseado em automação e IA para responder à crescente complexidade das redes
A Check Point Software lança uma nova plataforma de orquestração autônoma para segurança de redes baseada em agentes de inteligência artificial, a Agentic Network Security Orchestration Platform, com o objetivo de transformar o gerenciamento das operações de segurança em ambientes corporativos cada vez mais complexos e distribuídos. A solução utiliza uma arquitetura de agentes autônomos desenvolvida especificamente para executar operações de segurança de rede sem exigir intervenção humana constante.
Segundo a empresa, as redes corporativas atingiram um nível de complexidade que ultrapassa a capacidade de gerenciamento manual das equipes de segurança. A combinação entre ambientes híbridos em nuvem, integração de sistemas após fusões e aquisições, crescimento acelerado de dispositivos conectados e expansão de agentes de IA na infraestrutura corporativa criou operações difíceis de administrar em escala apenas com intervenção humana.
Nesse cenário, processos considerados simples, como alterações em políticas de segurança, podem levar de duas a quatro semanas devido à necessidade de análises, revisões, validações e dependências técnicas.
Projetos relacionados a arquitetura Zero Trust e microssegmentação frequentemente permanecem anos em planejamento sem chegar à implementação, enquanto políticas de segurança acabam se tornando defasadas diante da velocidade de mudança das cargas de trabalho e aplicações corporativas. Como consequência, iniciativas de Zero Trust acabam travadas, o reforço contínuo de políticas de segurança não é concluído e organizações permanecem expostas a riscos operacionais e cibernéticos.
A nova plataforma da Check Point foi desenvolvida para transformar a gestão da segurança de redes em três frentes: substituir milhares de regras estáticas por políticas orientadas por intenção, trocar modelos fixos de prevenção por controles dinâmicos baseados em exposição a riscos e unificar operações hoje distribuídas em diferentes consoles e fornecedores. Nesse modelo, as equipes definem os objetivos e diretrizes de segurança, enquanto agentes autônomos executam as atividades operacionais de forma automatizada e sob supervisão humana.
“Pela primeira vez, equipes de segurança podem operar diretamente no nível da intenção de negócio. Com a nova plataforma, as organizações definem o que precisa ser protegido e qual objetivo a política de segurança deve atingir. A partir disso, agentes de IA executam de forma autônoma tarefas que antes levavam meses para serem concluídas”, afirma Jonathan Zanger, Chief Technology Officer (CTO) da Check Point Software.
O executivo afirma que a plataforma representa uma mudança estrutural em três áreas historicamente associadas à complexidade da segurança de redes. O modelo substitui milhares de regras estáticas por políticas orientadas por intenção, troca perfis fixos de prevenção de ameaças por controles dinâmicos baseados em exposição ao risco e consolida diferentes consoles e ferramentas em uma camada única de orquestração de segurança em toda a rede corporativa.
No centro da plataforma está o “Network Knowledge Graph”, descrito pela Check Point como um modelo relacional vivo do ambiente real do cliente. O sistema é continuamente atualizado com informações sobre topologia da rede, fluxos de tráfego, dependências entre ativos e dados de configuração em tempo real, além de integrar informações de diferentes sistemas corporativos e políticas de segurança.
Segundo a empresa, isso permite que os agentes de IA atuem com base no contexto operacional específico de cada organização, tomando decisões fundamentadas na realidade atual da infraestrutura do cliente, e não apenas em dados estáticos de treinamento.
A plataforma também utiliza uma camada de inteligência semântica capaz de interpretar não apenas a sintaxe das políticas de firewall existentes, mas também a intenção de negócio associada a regras criadas ao longo de anos ou décadas de operação corporativa.
A partir desse entendimento, os agentes executam funções relacionadas à conversão automática de requisitos de negócio em políticas de firewall validadas por risco em ambientes com múltiplos fornecedores, reforço contínuo de políticas Zero Trust, identificação de acessos excessivos e configurações permissivas, diagnóstico autônomo de falhas e automação contínua de conformidade regulatória em tempo real.
De acordo com Frank Dickson, vice-presidente da IDC para as áreas de Segurança e Confiança, “o crescimento da IA baseada em agentes dentro de ambientes híbridos ampliou a complexidade operacional em um ritmo superior à capacidade de gerenciamento manual das equipes humanas”.
Segundo o executivo, iniciativas críticas de segurança, como Zero Trust e microssegmentação, acabam frequentemente travadas pela densidade administrativa e pela complexidade operacional antes mesmo de entregar valor.
Aquisição Deepchecks
A Check Point destaca que as equipes de segurança continuam mantendo autoridade sobre alterações críticas e visibilidade completa das ações executadas pelos agentes de IA, incluindo rastreabilidade integral das atividades realizadas. Além disso, os recursos da plataforma foram treinados com base em mais de 30 anos de experiência operacional acumulada da empresa na proteção de mais de 100 mil organizações globalmente.
Como parte da estratégia para acelerar o desenvolvimento da plataforma, a Check Point também anunciou um acordo definitivo para aquisição da equipe e da propriedade intelectual da Deepchecks, startup especializada em avaliação, observabilidade, testes e monitoramento de agentes de IA em produção. A equipe é formada por especialistas em grandes modelos de linguagem e profissionais oriundos do programa israelense Talpiot de excelência tecnológica.

“Qualquer sistema baseado em múltiplos agentes precisa incorporar mecanismos robustos de avaliação contínua, medição e aprimoramento operacional. A equipe da Deepchecks fortalece nossa capacidade de desenvolver agentes que evoluem continuamente e podem ser ajustados às necessidades específicas dos clientes”, explica Ofir Korzenyak, vice-presidente de tecnologias de IA da Check Point Software.
De acordo com Korzenyak, alguns recursos relacionados à gestão autônoma de segurança já estão disponíveis, incluindo funcionalidades voltadas à prevenção de desvios em políticas de segurança, reforço de políticas Zero Trust e automação de tarefas administrativas.
A Check Point também informou que novos agentes, capacidades adicionais e suporte para múltiplos fornecedores devem entrar em fase ampliada de disponibilidade para clientes no segundo semestre de 2026.
Sobre a Check Point Software Technologies Ltd.
A Check Point Software Technologies Ltd é protagonista global em cibersegurança, protegendo mais de 100.000 organizações em todo o mundo. Sua missão é proteger a transformação de IA das empresas. Com uma abordagem de prevenção em primeiro lugar e uma arquitetura de ecossistema aberto, a Check Point apoia as organizações a bloquear ameaças avançadas, priorizar exposições e automatizar operações de segurança em ambientes digitais complexos.
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